T-Rex

O primeiro campeonato 

Fundado em outubro de 2007 por um grupo de amigos, o T-Rex, que na época se chamava Rhinos, iniciou seus treinos em Blumenau, Santa Catarina, e pouco tempo depois se fixou em Timbó. A história do T-Rex nos gramados teve início no dia 16 de dezembro de 2007, dia que enfrentou o Jaraguá Breakers em partida amistosa na cidade de Timbó. O Breakers era mais experiente, surgiu em 2003, e o time recém-criado não teve chances, 55 a 7 para o time visitante. 

O jogo em Timbó serviu de preparação para a terceira edição do Campeonato Catarinense, que ainda era No Pad, assim como os jogos contra o Garuva Hurricanes (seu verdadeiro nome era Curitiba Hurricanes, atual Paraná HP, que na época disputou o Campeonato Catarinense por não existir um no Paraná) e o Barra Velha Warriors. 

Na estreia do Estadual, o Rhinos perdeu mais uma vez para o Breakers por 23 a 14, mas ofereceu mais resistência do que em seu primeiro encontro. Na segunda rodada, enfrentou o Caxias Panzers (fruto da parceria entre Joinville Panzers e o Caxias F.C.) e sofreu sua maior derrota na história, 95 a 6. Na rodada seguinte, enfrentou o Brusque Admirals e perdeu de 26 a 22. 

A primeira vitória em jogos oficiais aconteceu no dia 28 de junho, quando o Rhinos enfrentou o Garuva Hurricanes, 16 a 8. Na sequência, perdeu mais uma para o Breakers, venceu o Blumenau Riesen e melhorou contra o Panzers, perdeu de 48 a 0. Na última rodada, se despediu do campeonato vencendo o Hurricanes pela segunda vez. 

O primeiro jogo full pad 

O ano de 2009 chegou e junto com ele vieram os equipamentos. Vários times no país estava se equipando e o Rhinos não ficou para trás. O Catarinense desse ano seria full pad e o time precisava se preparar, para isso realizou um amistoso em Timbó contra o Brown Spiders, time que meses antes participou da primeira partida full pad no país. 

O jogo aconteceu no dia 13 de junho e foi o primeiro full pad no estado de Santa Catarina. O Brown Spiders estava se preparando para a primeira edição do Torneio Touchdown e conseguiu um adversário à altura. O Rhinos perdeu de 27 a 13, mas deixou uma boa impressão. 

Em sua segunda participação no Campeonato Catarinense de 2009, agora full pad, o Rhinos venceu cinco partidas e perdeu outras três. A primeira vitória equipada aconteceu na estreia da competição, o Rhinos recebeu o Admirals e venceu por 14 a 6. Contra o Joinville Gladiators, a defesa não conseguiu para o ataque adversário, teve um ótimo primeiro tempo e marcou dois touchdowns com o wide receiver Marcão e um corrido com o quarterback Bernardo, além de um field goal do kicker Diogo, 16 a 0. As defesas dominaram as ações no segundo tempo e evitaram que o placar se alterasse. 

Na segunda partida entre as duas equipes, o Gladiators se mostrou superior durante toda a partida, principalmente defensivamente. No ataque, o running back Krezanowski estava fazendo grandes estragos na defesa timboense e conseguindo ótimos avanços. O Gladiators vencia por 13 a 0, até que ventos fortes e uma chuva de granizo assustaram a todos que estavam no estádio de Timbó. O campo ficou coberto por uma camada de gelo e sem condições de jogo, mais parecia o Lambeau Field (estádio do Green Bay Packers). O Ice Game brasileiro. A partida foi paralisada e não teve continuidade. 

Com a segunda melhor campanha da competição, foi para o wildcard enfrentar o São José Istepôs. A partida foi dura, mas no final o time de Timbô foi superado por 13 a 6. 

O primeiro torneiro nacional 

No Catarinense de 2010, o Rhinos venceu 5 partidas e perdeu 3, classificando-se em segundo lugar na Divisão Vermelha. Na semifinal, enfrentou o Joinville Gladiators, que derrotou o time de Timbó pela quinta vez em dois anos. 

Com o fim da participação no estadual, o Rhinos passou a focar na Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA), seu primeiro torneio nacional. A participação do time de Timbó não foi boa, foram duas vitórias, ambas contra o Porto Alegre Pumpkins, e quatro derrotas para Joinville Gladiators e Coritiba Crocodiles. 

Na primeira partida contra o Gladiators, o Rhinos mostrou ser um adversário a altura do atual bicampeão estadual. O Gladiators começou mortal e marcou dois touchdowns no primeiro quarto com o wide receiver Junior e com o defensive back Dobner, que interceptou o quarterback Amadeo e retornou para o touchdown. O quarterback timboense se redimiu ainda no primeiro quarto com uma corrida de 66 jardas até a end zone, 13 a 7. 

No segundo quarto, o linebacker Romenito voltou a interceptar Amadeo e retornou para o touchdown. O Glads ampliou a  vantagem com um passe de 17 jardas do quarterback Bernardo para o wide receiver Cunha.O Rhinos voltou a encostar no placar com um touchdown do eide Nazgul, 20 a 13 para o Glads no final do primeiro tempo. No terceiro quarto, o Rhinos marcou mais uma vez com o Amadeo correndo, 20 a 19. 

O jogo ficou eletrizante no último quarto com um touchdown corrido do Gladiators com o running back Deco e a rápida resposta do Rhinos com Amadeo passando para o wide Ivan, que passou novamente para o running back Groto correr 45 jardas até a end zone, 27 a 25. Para empatar a partida, o Rhinos foi para a conversão de dois pontos e teve sucesso com o wide Silva. Na prorrogação, o Glads garantiu o touchdown com mais uma corrida do Bernardo na sua primeira campanha. Na sequência, Dobner interceptou Amadeo pela segunda vez na partida e decretou a vitória do Gladiators, 34 a 27. 

Na partida de volta contra o Gladiators, o time de Joinville abriu o placar no começo do primeiro quarto com running back Krezanouski. Desse ponto em diante, as defesas anularam os ataques e eles pouco fizeram no restante da partida, com excessão da ótima corrida do quarterback Tiagão até end zone, 13 a 0 Gladiators. 

Último ano como Rhinos 

Em 2011, o Rhinos fez sua melhor campanha na primeira fase do Catarinense, foram seis vitórias e duas derrotas para Istepôs e Breakers. No dia 3 de julho, dias após término da primeira fase, o Rex se desligou da Liga Catarinense de Futebol Americano (LCFA). Segundo Bruno Takahashi, então presidente do time, o desligamento da competição se deu “por não concordar com uma série de fatores conflitantes de sua administração, preferimos nos desligar desta competição. As entrelinhas ficarão dentro da Federação. Compete somente a eles expor ou não a verdade dos fatos, desde que exponham a veracidade dos fatos”

Ainda em 2011, o Rex participou do Torneio Touchdown (TTD), que foi um dos motivos para o desligamento do time do estadual. Com mais uma campanha fraca, quatro derrotas e uma vitória, contra o Curitiba Hurricanes, o time catarinense se despediu da temporada de 2011. 

A mudança de nome e saída do Campeonato Catarinense 

O ano de 2012 é considerado o da virada na história do T-Rex. Foi nesse ano que o time decidiu mudar de nome, de Timbó Rhinos para Timbó Rex. A mudança se deu após um estudo, que diagnosticou alguns problemas que envolvem o posicionamento da marca “Rhinos”. Um dos motivos que levaram a mudança do nome foi que o nome é utilizado por outros times no Brasil e em outros países. Em função disso a diretoria resolveu mudar o nome do time. A mudança não aconteceu apenas no nome, o time apostou no planejamento e os frutos não demoraram para serem colhidos. 

Em fevereiro de 2012, a Federação Catarinense de Futebol Americano (FCFA) lançou um comunicado sobre a participação de times filiados em torneios independentes, uma clara menção ao TTD. Após essa nota, Rex e Jaraguá Breakers se desfiliaram da federação para disputar o TTD. Com isso, o time de Timbó não disputou o Catarinense de 2012, voltando a disputar a competição em 2015. 

A primeira grande campanha a nível nacional 

Nos anos anteriores, a participação do Rex em torneios nacionais foram pífias, o time somou três vitórias e oito derrotas, mas em 2012 tudo mudou. Na abertura da temporada, o Rex não teve dificuldades para derrotar o Porto Alegre Bulls fora de casa, 59 a 0. Em mais uma partida longe de casa, o Rex não conseguiu segurar o forte time do Vasco da Gama Patriotas e foi derrotado por 28 a 8. Na sequência, o Timbó não perdoou o ABC Corsários e anotou 80 pontos, seu melhor resultado até hoje. 

Após o massacre, o Rex venceu o Santos Tsunami, Jaraguá Breakers, Vitória Antares e Uberlândia Lobos (W.O.), terminando a primeira fase em segundo lugar na Conferência Bill Walsh e com o terceiro melhor ataque e terceira melhor defesa. 

Dos confrontos da primeira fase, vale destacar o clássico contra o Breakers. Os dois times vinham de vitórias e estavam disputando o segundo lugar na Conferência. O jogo foi dominado pelas defesas e a primeira pontuação saiu no segundo quarto, após o cornerback Castilho interceptar o quarterback do Rex e retornar para o touchdown. O empate do Rex veio após a recepção do wide receiver Diegão. O último quarto continuou equilibrado e a virada do Rex veio após o kicker João acertar um chute de 48 jardas. Com pouco tempo no relógio, o Breakers ainda teve a chance de pontuar, mas a defesa do T-Rex não permitiu o avanço do time. A partida terminou 10 a 7 e pode ser conferida na íntegra aqui

A primeira aparição nos playoffs 

Nas quartas de finais, enfrentou o Tubarões do Cerrado, outro time que tinha feito uma péssima campanha em 2011 e evoluiu muito em 2012. O jogo em Timbó foi duro, mas no final o Rex venceu sua primeira partida de playoffs. A partida seguinte prometia não ser fácil, e realmente não foi. O Rex viajou para São Paulo e foi dominado pelo Corinthians Steamrollers, atual campeão do torneio. 

Sem disputar o Campeonato Catarinense em 2013, o T-Rex se concentrou 100% no Torneio Touchdown. Mesmo terminando na segunda colocação da Conferência Bill Walsh, o ataque do Rex caiu de produção e marcou 124 pontos a menos que na temporada anterior. Mesmo com a queda de rendimento, o time conquistou quatro vitórias e perdeu três partidas na primeira fase. 

Nos playoffs, enfrentou um antigo rival, o Jaraguá Breakers. O primeiro quarto foi marcado por uma longa campanha do Breakers, que terminou com uma corrida de 15 jardas do Julian Banks para o touchdown. O T-Rex foi para cima no segundo quarto e conseguiu a virada com uma corrida do americano Jordan, 7 a 6. A comemoração do Rex não durou muito, o Breakers avançou rapidamente e finalizou com  um belo passe do Banks para Dalcanale, 12 a 7. O Breakers aumentou a vantagem ainda  no primeiro tempo após Banks passar para o wide receiver Rodrigo Mota, 19 a 7. 

As equipes abusaram das faltas no segundo tempo e não conseguiram avançar. No final da partida, o quarterback Jordan correu para o touchdown e diminuiu a diferença para uma posse de bola. O T-Rex tentou a virada, mas a forte defesa do Breakers não cedeu mais nenhum ponto, 19 a 13. 

A primeira final 

Em 2014, o Rex voltou para o TTD mais forte do que nunca e não poupou seus adversários. Foram 248 pontos marcados e nenhum sofrido nos primeiros quatro jogos contra Bulls, Juventude, Corinthians e Uberlândia Lobos, uma impressionante média de 62 pontos por jogo. 

Com uma campanha impecável na primeira fase, 7 vitórias, sendo as três últimas contra os fortes Paraná HP, Jaraguá Breakers, atual campeão, e Tritões, parecia que o Rex não seria parado por ninguém. 

Contra o Breakers, o jogo aconteceu em Timbó e o time da casa não perdeu tempo, abriu o placar com um retorno de kickoff do Magrão e ampliou com o quarterback Jordan Perry. O Breakers reagiu com dois touchdowns corridos do quarterback Jackson Kestring e empatou a partida. No último quarto, Perry passou para o tight end André Lang e colocou o Rex na frente mais uma vez, 20 a 14. O Breakers assumiu a liderança com uma corrida do running back Buiu, mas o Rex deu o troco com a mesma moeda, Clair José marcou  o touchdown da virada contra seu ex-time, 26 a 21. O Breakers ainda tentou uma reação, mas Kestring foi interceptado pelo Andrew Bernardini. Para fechar o placar, Perry marcou mais um touchdown corrido, 32 a 21. 

Nos playoffs, passou com facilidade pelo Corinthians Steamrollers e Botafogo Reptiles, garantindo a vaga na final para enfrentar o Vasco da Gama Patriotas. 

O Rex estava na sua primeira final de campeonato e chegava com moral, invicto, melhor ataque e segunda melhor defesa, mas seu adversário era o experiente Patriotas, que estava em sua terceira final consecutiva do Torneio Touchdown. 

O Patriotas começou dominando as ações e terminou o primeiro período vencendo por 14 a 0, com dois touchdowns marcados pelo wide receiver Rudá. O Rex tentou uma reação no início do segundo quarto e conseguiu anotar um touchdown corrido com o quarterback Jordan Boykin, seguido de uma conversão de dois pontos. A reação durou pouco, logo em seguida o quarterback Lucas Shaw lançou para o wide receiver Joshua Canup e definiu o placar no primeiro tempo, 21 a 8 para o Patriotas. 

O início do terceiro quarto foi marcado pelos turnovers, Boykin foi interceptado pelo defensive back André Luís Aguiar e o Lucas Shaw por André Bertling, que retornou para o touchdown e diminuiu a desvantagem dos catarinenses, 21 a 14, após a tentativa de conversão de dois pontos malsucedida. O Patriotas teve chances de ampliar, mas foi o Rex que ampliou e passou a frente no placar. Mais uma vez Boykin fez uma bela conexão e Diego Luiz entrou na end zone, seguida de uma conversão de dois pontos. 

Nesse ponto, o jogo ficou dramático. O Patriotas foi avançando com passes curtos de Lucas Shaw e foi se aproximando da end zone, mas a defesa do Rex segurou até onde conseguiu. Faltavam 4 segundos, a bola estava na linha de 20 jardas e toda responsabilidade foi para o kicker Ryan Homem, que garantiu a virada do time vascaíno. 

Os primeiros títulos 

Campeonato Catarinense 

O ano de 2015 chegou e prometia ser o ano do Timbó Rex. O time vinha de duas grandes campanhas no Torneio Touchdown e estava pronto para conquistar seus primeiros títulos. 

Após três temporadas longe do Campeonato Catarinense, o T-Rex voltou disposto a conquistar o estadual. O primeiro desafio foi contra o Istepôs, que era o atual bicampeão, e o Rex venceu com facilidade 27 a 0. 

Na sequência, derrotou o Joinville Gladiators, com destque para a atuação do quarterback Bassani, que passou para três touchdowns e correu para anotar outro. Pelo Gladiators, Junckes e Rodrigo, após recuperar fumble na end zone, diminuíram a diferença, mas não evitaram a derrota por 38 a 14 em casa. Na sequência, venceu o Itapema White Sharks e o Criciúma Miners. Na final, o Rex enfrentou o Istepôs pela segunda vez e, assim como na primeira partida, não deu chances para o rival, 39 a 0. O Catarinense de 2015 foi o primeiro título da história do Timbé Rex. 

Torneio Touchdown 

Na rodada de abertura do Torneio Touchdown, o Rex viajou para Caxias do Sul e venceu sem dificuldades o Juventude. Com um primeiro quarto avassalador, foram três touchdowns, o Rex estreou mostrando que era um dos favoritos ao título. No primeiro jogo em casa, o T-Rex recebeu a Lusa Lions, atual Portuguesa FA. O jogo foi mais equilibrado, mas no final o Rex venceu por 37 a 21. 

Na terceira rodada, viajou para São Paulo e não tomou conhecimento do Corinthians Steamrollers, 41 a 0. O próximo desafio era contra seu maior rival, o Jaraguá Breakers. O nível do jogo foi altíssimo e decidido nos últimos minutos. Com pouco mais de 5 minutos para acabar a partida, o Rex marcou o touchdown, aumentando a diferença para duas posses. Na jogada seguinte, o Breakers conseguiu “quebrar” a defesa do Rex e diminui a vantagem para uma posse. O jogo estava aberto e o Jaraguá tentou um onside kick, que não teve sucesso. Com a vitória por 26 a 20, o Rex manteve sua invencibilidade. 

O próximo desafio era contra seu algoz na final do último TTD, o Vasco da Gama Patriotas. O jogo foi dominado pelas defesas no primeiro tempo, fazendo com que o placar ficasse inalterado. No terceiro quarto, a defesa do Rex continuou bem e o free safety Andrew Bernardini interceptou Lucas Shaw. No drive seguinte, Drew Hill conectou um passe com Marcos Spiess e abriu o placar, 6 a 0. Ainda no terceiro quarto, Hill passou para o wide receiver aumentar a vantagem, 12 a 0. Com a defesa do Rex em um dia impecável, quatro interceptações, o time carioca não conseguiu marcar pontos. Com a quinta vitória na competição, o Rex garantiu a vaga antecipada para os playoffs. 

Completando a fase de grupos, o Rex venceu o Brown Spiders e Paraná HP, finalizando a primeira fase com sete vitórias e a melhor campanha. Nas quartas de finais, voltou a enfrentar o Jaraguá Breakers, mas dessa vez não deu chances para seu rival e venceu por 60 a 0. A defesa do Rex teve mais uma partida impecável, além de não ceder pontos, fez quatro interceptações e retornou três para o touchdown. Em um jogo apertado, o T-Rex venceu o Imperadores por 20 a 14 e foi para a final enfrentar um velho conhecido, o Vasco da Gama Patriotas. 

Pelo segundo ano, Vasco Patriotas e T-Rex foram os finalistas do Torneio Touchdown. Dessa vez a final foi em Itajaí, pertinho de Timbó, e o Rex não deu chances para o Patriotas. O jogo começou bem disputado e no primeiro quarto o Rex anotou o touchdown com o WR Marcos Spiess. No segundo quarto, o Vasco acertou um field goal com Ryan, mas não conseguiu parar o forte ataque do Rex, que anotou mais um touchdown com Spiess, seguido de uma conversão de dois pontos do RB Clair José. O Rex foi para intervalo com a vantagem, 14 a 3, e definiu o jogo com um touchdown do Clair José no terceiro quarto e outro do WR Ivan Tonoli no último quarto. O Vasco tentou uma reação, mas o touchdown do WR Rudá não adiantou muita coisa. T-Rex campeão nacional pela primeira vez. 

Dando continuidade a hegemonia estadual e nacional 

Campeonato Catarinense 

O ano começou com uma goleado em cima do Joinville Gladiators, 69 a 0, mostrando logo de cara quem domina Santa Catarina. Na segunda rodada, o Corupá Buffalos foi mais uma presa fácil para o Rex, 58 a 6. Voltou a enfrentar o Gladiators na terceira rodada e repetiu a boa atuação, 32 a 0. Na última rodada, venceu o Corupá por 51 a 0. 

Pela terceira vez no campeonato enfrentou o Corupá e a história se repetiu, o Rex fez mais de cinquenta pontos. Na final, enfrentou o White Sharks Istepôs, time fruto da união entre Itapema White Sharks e São José Istepôs. O jogo não foi fácil, o ataque do Rex encontrou dificuldades durante toda a partida, mas ainda assim o Rex superou seu adversário e levou o bicampeonato Catarinense. 

Primeira fase da Superliga Nacional 

Menos de um mês após a final do Catarinense, Rex e White Sharks Istepôs se enfrentaram mais uma vez, agora pela Superliga Nacional, primeiro campeonato nacional unificado. Com pouco mais de 5 minutos para o fim da partida, o Rex liderava por 13 a 0, mas nesse momento a defesa do Istepôs entrou em ação, interceptando Bassani por duas vezes e retornando para a end zone em ambas as jogadas. Pouco antes do two minute warning, o running back Clair José marcou mais um touchdown, virando a partida para 19 a 14. Com menos de 2 minutos no relógio, o quarterback do Istepôs, Igor Clemes, fez dois passes para o receiver Alexandre “Cabelo” Girolometto e aumentou a diferença para 21 a 19. 

O jogo parecia definido, mas Bassani conseguiu avançar o suficiente para o experiente kicker Boddenberg, que nesse jogo já tinha errado dois extra points, chutar o field goal. O chute foi certeiro, mas o head coach do Istepôs pediu um timeout e a velha tática do icing the kicker deu certo, Boddenberg errou a segunda tentativa. Com a derrota, o Rex perdeu a invencibilidade de 21 partidas. 

Parecia que o T-Rex da temporada de 2016 não era tão forte como o de 2015, mas o time mostrou o contrário nos 5 jogos seguintes. Foram cinco vitórias, 260 pontos marcados e 13 sofridos. Se os últimos jogos da primeira fase pareceram fáceis para o Rex, o contrário aconteceu nos playoffs. 

Mesmo com a melhor campanha no Sul e a classificação, o Rex voltou para Timbó preocupado após a vitória contra o Coritiba Crocodiles na última rodada. Seus dois quarterbacks, Drew Hill e Luis Carlos Bassani, estavam machucados e o wide receiver Ivan Tonolli assumiu a posição na partida em Curitiba. “Apenas lembro de automaticamente ir tirando minhas luvas, pegar wrist coach e ir para o huddle executar o que coach Amadeo me mandasse de jogadas,” disse Tonolli quando perguntado como tinha sido assumir a posição de quarterback. 

Playoffs da Superliga Nacional 

Sem Hill e Bassani, Tonolli treinou como quarterback por duas semanas e assumiu a posição no jogo contra o Istepôs. O Rex abriu o placar com o running back Well Garcia e ampliou com Keith Smith II, que retornou um punt para touchdown. Mesmo desfalcado no ataque, a defesa segurou o placar e o Rex venceu por 12 a 0. 

Na final da Conferência Sul, Bassani voltou e levou o Rex a vitória contra o Crocodiles. A partida não foi das mais simples, a defesa do Crocodiles tinha sido a quinta melhor do país na temporada regular e deu trabalho para o Rex. A primeira pontuação da partida foi um safety forçado pelo time de especialistas do Rex. Na jogada seguinte, o running back Well Garcia ampliou para 9 a 0. O Crocodiles até poderia ter deixado a partida mais emocionante, mas o kicker Vinícius Monteiro errou três field goals. Com menos de dois minutos para o fim da partida, Bassani fez um belo passe para o Clair José marcar mais um touchdown, fechando o placar em 15 a 0. 

O jogo seguinte era contra o invicto Cuiabá Arsenal em Campo Grande/MT. O primeiro quarto foi dominado pelo Rex, que marcou um touchdown corrido com o running back Well Garcia e outro com o linebacker Luis Polastri, que interceptou o quarterback adversário. No segundo quarto, Ivan Tonolli aumentou a diferença para 20 a 0. Mesmo com o touchdown do americano Kenneth Joshen no último quarto, não havia mais tempo para uma reação do Arsenal. 

Brasil Bowl 

O adversário do Brasil Bowl, a final nacional, era contra um adversário bem conhecido, o Flamengo Imperadores. Na semifinal de 2015, quando ainda disputavam o Torneio Touchdown, as duas equipes protagonizaram uma bela partida, história que se repetiu em 2016. 

O Flamengo começou melhor, forçou um fumble no primeiro snap da partida e o quarterback Casey Frost não desperdiçou a oportunidade. No drive seguinte, o americano Keith Smith retornou até a linha de 22 jardas do campo de ataque, mas o quarterback Luiz Carlos Bassani não conseguiu avançar. O kicker Diego Boddenberg acertou o field goal de 43 jardas. 

A virada do Rex veio ainda no primeiro quarto, com mais uma corrida do Well Garcia. No segundo quarto, o Flamengo empatou com um field goal de 50 jardas do kicker Diogo e virou após mais um passe de Frost para Patrick Dutton. Faltando menos de 2 minutos para o fim do primeiro tempo, Frost correu mais de 30 jardas e ampliou a vantagem flamenguista. Com ainda menos tempo de jogo, Bassani encontrou o wide receiver Guilherme Meurer, que correu 27 jardas e deixou o placar em 24 a 14 para o time carioca. 

Após um primeiro tempo bastante equilibrado, o Rex voltou melhor e não deu chances para o Flamengo. Com mais dois touchdowns corridos do Well Garcia e outro lançado para o Clair José, o Rex estava com duas posses de vantagem, 36 a 24, e apenas controlou o relógio. T-Rex bicampeão nacional. 

O adversário do Brasil Bowl, a final nacional, era contra um adversário bem conhecido, o Flamengo Imperadores. Na semifinal de 2015, quando ainda disputavam o Torneio Touchdown, as duas equipes protagonizaram uma bela partida, história que se repetiu em 2016. 

O Flamengo começou melhor, forçou um fumble no primeiro snap da partida e o quarterback Casey Frost não desperdiçou a oportunidade. No drive seguinte, o americano Keith Smith retornou até a linha de 22 jardas do campo de ataque, mas o quarterback Luiz Carlos Bassani não conseguiu avançar. O kicker Diego Boddenberg acertou o field goal de 43 jardas. 

A virada do Rex veio ainda no primeiro quarto, com mais uma corrida do Well Garcia. No segundo quarto, o Flamengo empatou com um field goal de 50 jardas do kicker Diogo e virou após mais um passe de Frost para Patrick Dutton. Faltando menos de 2 minutos para o fim do primeiro tempo, Frost correu mais de 30 jardas e ampliou a vantagem flamenguista. Com ainda menos tempo de jogo, Bassani encontrou o wide receiver Guilherme Meurer, que correu 27 jardas e deixou o placar em 24 a 14 para o time carioca. 

Após um primeiro tempo bastante equilibrado, o Rex voltou melhor e não deu chances para o Flamengo. Com mais dois touchdowns corridos do Well Garcia e outro lançado para o Clair José, o Rex estava com duas posses de vantagem, 36 a 24, e apenas controlou o relógio. T-Rex bicampeão nacional. 

Hegemonia ameaçada 

A temporada de 2017 começou com o Rex dominando todos seus adversários no Campeonato Catarinense com certa facilidade, exceto a partida contra o Jaraguá Breakers. A partida foi para o intervalo zerado e foi definido no último quarto. Com a vitória por 10 a 7, o Rex se credenciou para enfrentar o Istepôs pela terceira vez seguida no SC Bowl. O Rex dominou seu adversário e se sagrou tricampeão catarinense. 

Na estreia da Brasil Futebol Americano (BFA), novo nome da principal divisão do futebol americano brasileiro, o Rex derrotou o Paraná HP e, na sequência, o Juventude FA em casa. Na primeira viagem do ano, visitou o Brown Spiders e derrotou com facilidade o primeiro time que enfrentou como full pad. Duas semanas depois, viajou para Santa Maria/RS e enfrentou pela primeira vez o Santa Maria Soldiers. 

Nesse momento da competição, Rex e Soldiers estavam invictos e classificados para os playoffs, era o jogo mais aguardado da Conferência. As duas defesas dominaram o primeiro tempo da partida e transformaram as ações dos ataques a grandes desastres. O placar foi estreado após Bassani correr para end zone e Boddenberg anotar o ponto extra. Ainda no terceiro quarto, Bassani passou para Drew Hill, que correu mais de 50 jardas e marcou o touchdown. 

As jogadas ruins dos primeiros quartos pareciam ter ficado para traz e o Rex rumava para mais uma vitória sem dificuldades, mas os gaúchos não se entregaram e venderam caro a derrota. O quarterback Douglas Rodrigues encontrou o wide receiver Douglas Elesbão por duas vezes na end zone e deixou o jogo emocionante no final. Com pouco menos de 3 minutos para o fim da partida, o Soldiers arriscou a conversão de dois pontos e não obteve sucesso. A bola ainda voltou para o Soldiers, mas o kicker do time errou um field goal de mais de 70 jardas. 

Já classificado, enfrentou Istepôs e Crocodiles com o foco nos playoffs.  Apesar de vencer ambas as partidas, o Rex saiu do jogo contra o Crocidiles sem seu quarterback titular, que foi uma dúvida até os últimos instantes. Mesmo com seu quarterback titular, o Rex errou bastante e só foi esboçar uma reação dentro do two-minute warning, após uma rápida campanha que terminou com o touchdown do running back Clair José. Restando 48 segundo para o término da partida, o Rex tentou o onside kick, que foi recuperado pelo Crocodiles. A temporada acabou antes do esperado e a vontade dos fãs do FABR, ver Rex e Sada Cruzeiro na semifinal nacional. 

2018: o “recomeço” 

O ano de 2018 começou diferente dos demais, o Rex tinha perdido a hegemonia nacional e precisava correr atrás do prejuízo. Logo no início do ano, anunciou a contratação de grandes nomes do FABR, entre eles o quarterback Romário Reis (Ceará Caçadores), Well Garcia (Sada Cruzeiro), Everton ‘Pingo’ Antero (João Pessoa Espectros), Arthur Barcelos (Juiz de Fora Imperadores) e outros 13 nomes de destaque no cenário nacional. 

A estreia no Catarinense aconteceu contra o Itajaí Dockers e o Rex começou a testar suas novas peças. Mesmo com os erros comuns de um elenco renovado, venceu sem dificuldades o Dockers, 37 a 7. O segundo jogo foi mais difícil, o time de Timbó enfrentou o Black Hawks, time em ascensão no estado e no país. Após uma partida muito disputada e com o placar congelado no 7 a 7 até o último quarto, a partida foi decidida nos últimos minutos. O Rex acertou um field goal e marcou um touchdown, colocando duas posses de vantagem. O Black Hawks tentou uma reação após marcar um touchdown, mas já era tarde demais, 16 a 14 para o Rex. 

Contra o Jaraguá Breakers, o Rex começou anotando uma pick six logo nos primeiros snaps com Sorato. Na jogada seguinte, o ataque do Breakers até tentou avançar, mas a defesa do Rex não permitia, o que aconteceu durante toda a partida. O Jaraguá foi para o punt e acabou sendo bloqueado. Com a bola na linha de 2 jardas, bastou uma corrida simples do Pingo para mais um touchdown, 14 a 0. 

O segundo período foi marcado por um fumble e muitas faltas do ataque do Rex, que resultou na anulação de um touchdown do quarterback Romário Reis. No terceiro quarto, o Breakers conseguiu avançar o suficiente para acertar um field goal de 57 jardas com o kicker Castilho. A resposta do Rex foi rápida, o running back Karl Henry correu 35 jardas e aumentou a diferença para 20 a 3. Com a vitória encaminhada, o Rex colocou em campo o jovem quarterback Guilherme, que conseguiu bons avanços e chegou à end zone com o running back Sabonete. O ataque do Rex continuou dominante e marcou mais um touchdown corrido com Pingo, 33 a 3. 

A partida contra o Istepôs foi marcada pelo excesso de erros das duas equipes, o que deixou a partida bem truncada. No primeiro quarto, o defensive end Marcus Bunn bloqueou um punt e a bola saiu pela end zone do T-Rex, 2 a 0 para o Istepôs. O Rex virou no segundo quarto com uma corrida de 3 jardas do quarterback Romário Reis, 6 a 2. No último quarto, o quarterback Henrique Mazzola passou para o wide receiver Alexandre “Cabelo” Girolometto, que virou a partida para o Istepôs. Na conversão do ponto extra, o holder Paulo Henrique Torquatto recebeu um snap ruim e correu para a conversão dos dois pontos, 10 a 6. O T-Rex marcou um safety após o bloqueio de punt e, faltando 50 segundos para o fim da partida, tentou virar com um field goal, mas o kicker Boddenberg errou. Essa foi a primeira derrota do Rex no estadual desde 7 de maio de 2011, quando perdeu para o Istepôs. 

Nos playoffs, o Rex enfrentou o Black Hawks mais uma vez, mas dessa vez não teve sustos. Com uma campanha impecável, o Rex marcou o primeiro touchdown com uma corrida do running back Well Garcia, que voltou a marcar outro após uma ótima corrida de 60 jardas, finalizando o primeiro quarto com uma vantagem de 14 a 0. No segundo período, o ataque do Black Hawks continuou ineficiente e o Rex deu uma diminuída no ritmo, fazendo com que o placar ficasse inalterado. 

No terceiro quarto, o Black Hawks conseguiu avançar e teve a oportunidade de diminuir a diferença com um field goal, mas foi bloqueado e retornado para o touchdown pelo Gregory, 21 a 0. O Rex aumentou a diferença após o quarterback Bassani passar para o wide receiver Arthur Barcelos, 28 a 0. Após um fake punt bem-sucedido do Adriel, o Black Hawks entrou na redzone e o quarterback Carraro não desperdiçou a oportunidade, passou para o wide receiver Lang e diminuiu a diferença, 28 a 6. No final do jogo, Romário Reis entrou para Bassani descansar e marcou um touchdown corrido de 40 jardas, finalizando a partida em 35 a 6. 

Na final, o Rex encontrou o Istepôs pelo quarto ano seguido e venceu pela quarta vez. O Rex começou melhor e marcou seu primeiro touchdown no drive inicial com o wide receiver Matheus Barozzi. O Istepôs tentava avançar, mas a defesa do Rex não permitia grandes avanços e forçou o ataque do time de São José a puntear durante toda a partida. Após o bom início, o ataque do Rex não conseguiu não visitar mais a end zone no primeiro tempo. No terceiro quarto, o Istepôs fez um bom drive inicial, mas parou na linha de 28 jardas do ataque após uma tentativa de quarta descida malsucedida. O ataque do Rex avançava com seu ótimo jogo corrido e com os passes precisos do quarterback Bassani, que anotou outros dois touchdowns com o wide receiver Barozzi. Com o título garantido, o Rex ainda anotou um field goal com o kicker Boddenberg. T-Rex tetracampeão estadual. 

A BFA 2018 

A estreia do T-Rex na BFA foi contra o Juventude, que não foi páreo para o forte time catarinense. Os oito touchdowns da partida foram anotados por Guilherme Meurer, que estava voltando de uma contusão, Romário Reis, Pingo, Matheus Barozzi, Marlos Reis, Texugo e dois do running back Well Garcia. 

Contra o Jaraguá Breakers, assim como o duelo no estadual, o Rex não teve dificuldades para vencer seu rival. A principal arma ofensiva do Breakers era seu jogo corrido, principalmente com o running back Max, que fez boas corridas e quase levou o time de Jaraguá até a end zone, mas a boa defesa do Rex forçou o field goal, convertido pelo Castilho. O Rex conseguiu a virada no segundo quarto com o wide receiver Marlos, mas o Breakers virou logo em seguida com o wide Lucas Fidelis, 10 a 7. 

A partida estava equilibrada, mas após o touchdown de Fidelis, o Breakers não conseguiu mais pontuar, ao contrário do Rex, que marcou dois touchdowns com Bassani e Well Garcia antes do intervalo, 21 a 10. No segundo tempo, o ataque do T-Rex foi implacável e marcou mais quatro touchdowns com Well, Pingo, Texugo e Bechtold, vencendo por 49 a 10. 

O duelo contra o Santa Maria Soldiers não seria tão fácil como os dois primeiros, o que foi confirmado logo no início da partida. Após um punt, a bola quicou, bateu na cabeça do retornador e o Soldiers recuperou a posse. O quarterback Douglas Rodrigues não desperdiçou a oportunidade e lançou para o wide receiver Luis Becker marcar o touchdown, 7 a 0. Após um longo drive, com ótimas corridas do Well e passes curtos do Bassani, o Rex conseguiu chegar a redzone e empatou com o Well. 

No segundo quarto, o Rex tentou um fake punt e não conseguiu a descida. Na sequência, com passes rápido e boas corridas do Busanello, não demorou muito para o Soldiers pontuar. Douglas Rodrigues fez um passe de 36 jardas para Becker anotar mais um touchdown, 14 a 7. Com big plays do Well Garcia e Marlos Reis, o Rex chegou na end zone, mas Bassani foi interceptado pelo Maurício Faé. 

O terceiro quarto começou bastante disputado, os times não conseguiam avançar e estavam se revezando nos punts, até o Well decidir mudar tudo com um touchdown de 42 jardas, 14 a 14. No último quarto, Douglas Rodrigues foi interceptado pelo safety Rafael Reiter, que retornou até a linha de jardas do ataque. A defesa do Soldiers conseguiu evitar o touchdown, mas não o field goal do Boddenberg, 17 a 14. No final, o running back Karl Henrry entrou na end zone e deu números finais a partida, 24 a 14 para o Rex. 

Após uma partida muito complicada, o Rex passou com tranquilidade pelo Istepôs. Com touchdows do João Pujoni, Jesus Emanuel, Bassani, Texugo, Guilherme Betchold, Mustang, Alex A-Train, Marlos Reis e Sabonete, o Rex venceu por 61 a 0. 

Contra o Paraná HP, o Rex não teve vida fácil. O ataque catarinense marcou seu primeiro touchdown no primeiro drive com o running back Sabonete. A resposta do HP foi muito rápida, o running back Bauer retornou 100 jardas para o touchdown, 7 a 7. O time de especialistas do HP apareceu novamente no final do primeiro quarto com um bloqueio de punt, recuperado na linha de 15 jardas do ataque. Mesmo iniciando o segundo quarto na redzone, o HP só conseguiu um field goal com o kicker Copi, 10 a 7. O Rex conseguiu chegar na redzone, mas o wide receiver Pujoni sofreu o fumble. Quatros snaps depois, o HP foi para o punt dentro da end zone, mas Copi pisou na linha e cedeu um safety, 10 a 9 para o HP 

O terceiro período começou com muita intensidade e o Rex pouco fez no seu primeiro drive, que terminou com um fumble. O HP iniciou o drive na redzone, mas as faltas fizeram o time recuar e chutar o field goal, que foi bloqueado e recuperado pelo Rex. Tempos depois, o Rex conseguiu virar a partida com um touchdown aproximadamente 50 jardas do tight end Carlos Paiva. O Rex passou a utilizar mais o running back americano Alex “A-Train” Allen e conseguiu aumentar a vantagem com um touchdown corrido de 27 jardas, 23 a 10. 

O HP voltou a encostar no final do terceiro período com um passe do quarterback Mateus Rosa para o wide receiver Guedes, 23 a 17. No último quarto, o Rex interceptou o quarterback do HP e quase retornou para o touchdown. Bassani começou o drive na linha de 2 jardas e precisou apenas de um QB sneak para dar números finais a partida, 30 a 17. 

O duelo entre T-Rex e Coritiba Crocodiles deveria ter acontecido no dia 02 de setembro, mas a partida foi adiada por causa das fortes chuvas que aconteceram em Timbó. O tão esperado duelo ficou para a última rodada e definiu o líder da Conferência Sul. O ataque do Rex não conseguiu avançar muito no seu primeiro drive, mas o Crocodiles conseguiu anotar um field goal após Drew Banks comandar o ataque até a redzone. A virada do Rex veio no segundo período com um belo touchdown de 39 jardas do wide receiver Pujoni. Na sequência, o Crocodiles avançou com duas big plays e retomou a vantagem com um touchdown do running back Bruno Santucci, 10 a 7. 

O Rex voltou melhor no terceiro quarto e virou novamente no primeiro drive com uma corrida de 21 jardas do running back americano Alex “A-Train” Allen, que já vinha fazendo uma ótima partida, 14 a 10. Na campanha seguinte, o Crocodiles voltou a liderança com o wide receiver Athos Daniel Jr., 17 a 14. 

O último período foi bastante agitado e o Rex anotou dois touchdowns em sequência com o running back Sabonete e o wide receiver Meurer, 28 a 17. O Crocodiles tentou uma reação, mas Drew Banks foi interceptado duas vezes pelo free safety Rafael Reiter. Karl Henry e Meurer anotaram os touchdowns nas jogadas que se seguiram às interceptações, fechando o placar em 42 a 17. 

Na semifinal da Conferência Sul, voltou a enfrentar o Santa Maria Soldiers e, mais uma vez, não teve vida fácil. Chovia muito em Timbó e o campo não contribuiu muito para o desenvolvimento das jogadas. Os times revezavam os punts e turnovers e foi assim que saiu a primeira pontuação. O quarterback gaúcho Douglas Rodrigues foi interceptado já no campo de ataque pelo Arthur de Lucca e deu uma chance ao Rex com menos de 2 minutos no relógio. Com uma corrida de aproximadamente 40 jardas do quarterback Bassani e uma falta de violência ao passador, o Rex chegou à redzone. Faltando 12 segundos para o fim do segundo quarto, o improvisado Ramon Verdugo acertou um chute de 44 jardas, 3 a 0 Rex. 

O terceiro quarto começou agitado. A defesa do Rex forçou um fumble no quarterback adversário e deixou o ataque na linha de 12 jardas do ataque, que chegou na linha de 1 jardas e sofreu um turnover após um bad snap. A defesa do Rex fez seu trabalho e forçou o Soldiers a chutar o punt. O jogo continuou sem muitas jogadas impactantes, até que, no último quarto, o Rex conseguiu chegar à redzone e anotar o touchdown da partida com Karl Henrry, 10 a 0. 

A final da Conferência Sul marcou o reencontro do T-Rex com o Coritiba Crocodiles, dessa vez em Timbó. O Crocodiles marcou seu primeiro touchdown no segundo snap da partida. Após um bad snap do center timboense, o defensive end Henrique Oliveira recuperou a bola na end zone, 6 a 0 Crocodiles. Com um bom retorno do Karl Henry, o ataque do Rex iniciou na linha de 36 jardas da defesa. Com passes, corridas curtas e uma bela jogada do Alex “A-Train” Alen, o Rex chegou na linha de 3 jardas do ataque. No snap seguinte, o americano entrou na end zone e virou a partida, 7 a 6. 

A resposta do Crocodiles foi instantânea, Drew Banks lançou para Athos Daniel, que conseguiu a recepção e marcou um lindo touchdown de aproximadamente 80 jardas, virando a partida para 13 a 7. O Rex conseguiu ótimo avanços com Allen, mas Bassani foi interceptado pelo safety Felipak. Com a posse da bola mais uma vez, Allen voltou a fazer a diferença, quebrou vários tackles e avançou cerca de 60 jardas, deixando o ataque do Rex na beira da end zone. 

A jogada continuou no segundo quarto e foi finalizada com um touchdown corrido do Meurer, 14 a 13 após Boddenberg acertar o extra point. O jogo corrido do Crocodiles não estava tendo muito impacto, mas o jogo aéreo, principalmente quando Drew passava para Athos, estava sendo mortal. Após mais uma big play da dupla, um fumble recuperado pelo Verdugo colocou um ponto final na campanha do Crocodiles. Antes do final do segundo quarto, o Rex teve a chance de anotar dois field goals, ambos desperdiçados. 

O terceiro quarto começou com uma longa campanha do Crocodiles, que avançou com as ótimas corridas do Bruno Santucci, passes precisos do Drew Banks e algumas faltas do Rex. Na redzone, Santucci continuou fatal e marcou o touchdown da virada, 20 a 14. 

No último quarto, O Rex abusou das corridas com Henry, Allen e Bassani, mas foi com um passe para Marlos que o time entrou na redzone. Na linha de 7 jardas, bastou entregar a bola para Allen, que estava lesionado, empatar a partida. O kicker Boddenberg chutou o extra point e virou a partida, 21 a 20. 

O Crocodiles não desistiu e lutou até o final. Faltando menos de 2 minutos para o fim da partida, Drew Banks correu e deixou o time paranaense na linha de 39 jardas do ataque, mas foi interceptado pelo free safety Rafael Reiter, colocando fim a partida, 21 a 20 para o Rex. 

Enfim, T-Rex x Galo FA 

A semifinal nacional era, sem dúvidas, o jogo mais esperado da história do FABR, T-Rex e Galo FA. Atual campeão brasileiro e detentor da maior sequência de vitórias em atividade, 32, o Galo era o time a ser batido e o Rex o adversário com maior probabilidade de acabar com a hegemonia dos mineiros. 

O Galo começou muito bem e parecia que o time ia dominar com facilidade o Rex. Mesmo pressionado pela linha defensiva catarinense, o quarterback Álvaro Fadini conseguiu um belo passe para o wide receiver Mega, que recebeu com uma mão e avançou cerca de 50 jardas, colocando o Galo no ataque. Após dois passes precisos para Rudá e Mega, Fadini correu seis jardas e entrou na end zone, 7 a 0. 

Após o início avassalador do Galo, o Rex precisava mostrar sua força e foi o que aconteceu. Em uma terceira para 5 jardas, o running back Alex “A-Train” Allen quebrou diversos tackles e avançou cerca de 40 jardas, colocando o Rex no campo de ataque. A defesa do Galo reagiu e impediu os avanços do adversário forçando o Rex a chutar um field goal de 46 jardas, convertido pelo Boddenberg, 7 a 3. 

Durante toda a BFA, o ataque do Galo se concentrou no jogo corrido com o americano Parris Lee, mas o jogador não conseguiu ser tão impactante contra a forte defesa do Rex. Percebendo isso, Fadini começou a passar para seus recebedores e conseguiu avançar aos poucos. A campanha ofensiva dos mineiros foi ceifada pelas faltas e pelo sack feito pelo defensive tackle Andrey Pereira. 

Na sequência, o Rex voltou a avançar com Allen e se posicionou na linha de 35 jardas do ataque. Com boa proteção e tempo no pocket, Bassani encontrou Marlos Reis livre na end zone para virar a partida, 10 a 7. O poderoso ataque mineiro decidiu apostar no jogo aéreo e não conseguiu avançar no drive seguinte e devolveu a bola após um raro 3 and out. 

Se o jogo corrido atleticano não funcionava, o do Rex estava a todo vapor com A-Train, que conseguiu uma corrida de 45 jardas e deixou o Rex em ótima posição. O Rex avançou até a linha de 6 jardas, finalizando o primeiro quarto. Noo primeiro snap do segundo quarto, Bassani tentou um passe e foi interceptado pelo Lucas Teodoro, que só foi parado na linha de 14 jardas do ataque pelo Allen. Agora era a vez do Parris Lee brilhar, o americano correu pelo meio, praticamente sem ser tocado, e entrou na end zone, 14 a 10 Galo. 

O momento era do Galo, a defesa impediu o avanço do Rex, que foi para o punt, retornado de forma impecável pelo americano Paul Morant, que foi parado na linha de 16 jardas do ataque pelo punter/kicker Boddenberg. A defesa do Rex voltou bem, parou o Parris Lee nos dois primeiros snaps e defendeu bem o passe do Fadini na terceira descida. O kicker Protásio foi para o field goal de 39 jardas e acabou sendo bloqueado. O Rex voltou para o ataque, mas não conseguiu avançar após três descidas. 

Fadini continuou apostando nos passes curtos e avançou aos poucos, até Parris aparecer e fazer sua primeira big play, colocando o Galo na linha de 28 jardas do ataque. Com mais passes curtos, o Galo entrou na redzone, mas Fadini errou o alvo e foi interceptado pelo safety Arthur De Lucca. 

o Rex começou com as costas na parede, mas Bassani passou para o wide receiver Matheus Barozzi, que deixou o time na linha de 38 jardas. Na sequência, o próprio Bassani correu e conseguiu avançar 12 jardas, colocando o Rex no ataque. Com pouco tempo no relógio, Bassani forçou um passe pela lateral e foi interceptado pelo Rapha Cruz. O Galo tentou o touchdown, mas o cornerback Gregory, em uma quarta descida, evitou a recepção do Mega. 

O segundo tempo foi completamente dominado pelas defesas. Rex e Galo estavam se revezando no ataque, hora um fazia uma jogada de efeito, hora o outro, mas o roteiro era sempre o mesmo, as defesas paravam qualquer tentativa de pontuação. O jogo foi o que todos esperavam, mas o Galo continuou imbatível. 

T-Rex Arena 

Após a eliminação da BFA 2018, o T-Rex anunciou o projeto da T-Rex Arena, que terá capacidade para 6 mil pessoas e contará com um campo de 100 jardas de grama sintética, lojas, restaurantes, ambulatório, pub e espaço de convivência. A arena não será utilizado só nos dias de jogos, o projeto inclui a sede administrativa do time, um museu, academia, salas de reuniões, auditório, sala de fisioterapia, campo de treinamento, um centro de estudo e pesquisa da Uniasselvi e um alojamento com capacidade para 72 atletas. 

Segundo Breno Takahashi, CEO do T-Rex, “não é para ser só uma arena de futebol americano. Queremos que seja uma arena poliesportiva e que também seja utilizada para eventos. A ideia é fazer um projeto sustentável, com utilização de materiais recicláveis, aproveitamento da água da chuva, entre outras coisas, para que façamos um espaço não só de esporte, mas também para a construção da sociedade”

A arena deve ficar pronta em 5 anos e custará cerca de 2 milhões de reais, contando com a participação da Prefeitura de Timbó, que doará o terreno, e patrocinadores. Confiram o vídeo de apresentação e a maquete em 3D