São Miguel Indians

O início 

A maioria dos times brasileiros surgiu de uma brincadeira entre amigos que queriam praticar futebol americano de forma recreativa. Foi assim que em abril de 2007, na pequena São Miguel do Oeste/SC, nasceu o West Kings. O time ficou na ativa até 2010, quando teve suas atividades pausadas. 

Em 2014, um grupo de 10 pessoas, que incluía fundadores e novos membros, refundaram o time como São Miguel Indians. Os 10 treinaram e aprenderam o esporte de forma independente ao longo de 2014, até que em setembro de 2015 receberam a visita do Clair José, então Head Coach da Seleção Brasileira sub-19 e bicampeão brasileiro e tetracampeão catarinense pelo T-Rex. Clair passou um pouco do seu conhecimento e realizou diversos treinamentos teóricos e práticos para o grupo de jogadores. Em novembro, foi a vez do experiente Ival Maziero, que na época era Coordenador Defensivo do Flamengo Imperadores. 

Após essas visitas, o Indians se estruturou e se preparou para disputar sua primeira competição, a Copa Fronteira. 

Copa Fronteira 

A Copa Fronteira de 2016 foi organizada pelo São Miguel Indians, Francisco Beltrão Red Feet, Palotina Celtics, Cascavel Olympians. O time mais experiente da competição era o Red Feet, que tinha disputado em 2013 a Copa Integração, que tinha o mesmo objetivo da Copa Fronteira, dar rodagem a times em desenvolvimento. O Indians perdeu as três partidas que disputou na competição e terminou na última colocação. Se o desempenho dentro de campo não foi dos melhores, a competição serviu para engajar a cidade no projeto, foram cerca de 2300 pagantes em seus dois jogos em casa. 

A preparação para a Copa Fronteira de 2017 começou cedo, o Indians viajou até São Bento do Sul para enfrentar o experiente Corupá Buffalos. O Indians batalhou, mas a experiência do Corupá falou mais alto e o time venceu por 48 a 7. A derrota serviu para algo: mostrar o verdadeiro nível do plantel. 

Primeira vitória 

A edição de 2017 da Copa Fronteira foi mais enxuta, Palotina e Cascavel não participaram, Red Feet continuou e o Guarapuava DarkWolves entrou na competição. Na primeira rodada, o Indians encarou o Red Feet e perdeu por 17 a 9. No primeiro jogo em casa, bateu o Darkwolves por 50 a 0, seu melhor placar até hoje. Na terceira e última partida da primeira fase, viajou para Guarapuava e derrotou o time da casa por 25 a 2, classificando-se para a final contra o Red Feet. 

Primeiro título 

A final aconteceu no Estádio Pr. Aurélio Canzi, em São Miguel do Oeste/SC. O Red Feet carregava certo favoritismo, era o time mais experiente, atual campeão e já tinha derrotado o Indians na competição. O primeiro tempo da partida foi bem disputado e estava prestes a terminar zerado, até que o running back Amarildo de Bairros, após quebrar vários tackles, marcou o touchdown. O extra point foi convertido pelo kicker Grautti Werlang. Na segunda etapa a defesa do Indians continuou não dando chances para o ataque do Red Feet, que viu o placar ser aumentando após o field goal do Werlang. 

A partida terminou 10 a 0 para o Indians, campeão da Copa Fronteira de 2017. 

O bicampeonato 

Em 2018, o Indians se preparou exclusivamente para a Copa Fronteira, que so contou com a participação do Red Feet e Indians. A competição teve um formato diferente das edições anteriores, o time que vencesse duas partidas, seria o campeão. 

A primeira partida aconteceu no dia 26 de agosto e o Red Feet marcou seu touchdown logo no primeiro quarto. O quaterback Mãozinha lançou para o wide receiver Dyonath, que conseguiu a recepção na end zone. No segundo quarto o kicker Werlang acertou um field goal e reduziu a vantagem para 6 a 3. Na volta do intervalo, as defesas continuaram dominando os ataques e forçando eles a chutarem field goals. O Red Feet aumentou a vantagem com um chute certeiro do kicker Igor e com pouco menos de 4 minutos para acabar a partida, Werlang acertou mais um chute, mas a partida terminou 9 a 6 para o time de Francisco Beltrão. 

As equipes voltaram a se enfrentar no dia 29 de setembro em Descanso/SC. A defesa do Indians começou se destacando com uma interceptação retornada para o touchdown. No segundo quarto, o quarterback do Red Feet, Mãozinha, entrou na end zone após um QB sneak. Pouco tempo depois, o defensive tackle Marcão bloqueou um punt e garantiu um safety, 9 a 7 para o Red Feet. 

Ainda no segundo quarto, o Indians virou a partida após um touchdown corrido do seu running back, 14 a 9. Na sequência, o linebacker Saulo roubou a bola do adversário e retornou para o touchdown, 16 a 14 para o Red Feet. O Indians voltou a liderança no terceiro quarto, o quarterback Giovani lançou para o wide receiver Caue, que fez a recepção e entrou na end zone. O time de São Miguel voltou a ampliar em mais uma bela conexão Giovani-Caue. O extra point foi bloqueado pelo safety do Red Feet que garantiu mais dois pontos para a equipe paranaense, 26 a 18 para o Indians. As duas equipes tentaram, mas o placar ficou intacto no último período. 

A terceira partida aconteceu em Francisco Beltrão, no dia 10 de novembro. O Red Feet marcou dois touchdowns com o wide receiver Iuri e o tight end Igor, que receberam passes do quarterback Munir. O kicker do Indians, Grautti Werlang, anotou um field goal de 52 jardas e o quarterback Giovani lançou para o wide receiver Octávio marcar o touchdown. 

No terceiro quarto, o Red Feet sofreu com os turnovers e o Indians virou a partida com mais um touchdown, 16 a 12 para o Indians. Com a vitória, o Indians venceu sua segunda partida e sagrou-se bicampeão da Copa Fronteira.