Joinville Gladiators

O início 

Fundado em novembro de 2008 por jogadores dissidentes do Joinville Panzers, o Joinville Gladiators deu continuidade a tradição da cidade no futebol americano. A equipe cresceu rápido e se equipou rapidamente para disputar a primeira edição do Campeonato Catarinense full pad e do Torneio Touchdown, o primeiro campeonato nacional. 

O primeiro nacional e estadual

A estreia do Gladiators em partidas oficiais deveria ter acontecido no dia 2 de agosto de 2009, mas as fortes chuvas forçaram o cancelamento da rodada e a partida contra o Timbó Rhinos foi remarcada. Dessa forma, a estreia do Joinville aconteceu no dia 7 de agosto contra o Brown Spiders pela primeira rodada do Torneio Touchdown. A partida entrou para a história como a primeira de um torneio nacional. As defesas dominaram o primeiro e segundo quartos da partida e os ataques pouco produziram, com exceção do passe do quarterback Maycon para o wide receiver Julio Richter, que abriu o placar para o Brown Spiders e marcou o primeiro touchdown da história do Torneio Touchdown. 

O Gladiators sofreu um fumble no terceiro quarto na linha de 35 jardas do seu campo e o ataque paranaense aproveitou a oportunidade e anotou mais um touchdown, 14 a 0. O Gladiators não conseguia desenvolver seu jogo ofensivo e o Brown Spiders conseguiu se acertar, conseguindo mais um touchdown com Julio Richter, 21 a 0. O Gladiators conseguiu seu único touchdown na partida após um passe do quarterback Thiagão para o tight end Wagner. Mesmo com o jogo perdido, o Gladiators foi para a conversão de dois pontos e foi bem sucedido, 21 a 8. 

Na estreia do Campeonato Catarinense, o Gladiators foi até a cidade de São José  enfrentar o Istepôs. O time da casa saiu na frente, mas não conseguiu segurar o ataque do Gladiators e sofreu a virada, 12 a 6. Na segunda partida, enfrentou o Blumenau Riesen e foi surpreendido, mas conseguiu vencer a partida por 10 a 6. Contra o Timbó Rhinos, o ataque do Gladiators teve um ótimo primeiro tempo e marcou dois touchdowns com o wide receiver Marcão e um corrido com o quarterback Bernardo, além de um field goal do kicker Diogo, 16 a 0. As defesas dominaram as ações no segundo tempo e evitaram que o placar se alterasse. 

Pelo Torneio Touchdown, enfrentou o Barigui Crocodiles em Curitiba e começou sofrendo um field goal convertido pelo kicker  Kako, mas virou a partida no segundo quarto, 7 a 3. O Crocodiles reassumiu a liderança com o wide receiver Adan Rodriguez e aumentou a vantagem com Eleutério, seguido de uma conversão bem sucedida de dois pontos, 17 a 7. No segundo quarto, o defensor Rodolfo interceptou o quarterback paranaense e conseguiu diminuir a diferença com mais um touchdown, 17 a 14. No terceiro quarto, o fullback Nilo Tavares aumentou a vantagem para o Crocodiles, mas o quarterback Bernardo tratou de colocar o Gladiators mais uma vez próximo do time da casa, 23 a 21. O jogo estava bastante equilibrado e foi decidido com mais uma corrida do Nilo Tavares, decretando o fim da partida, 31 a 21. 

Pela quarta rodada do Catarinense, enfrentou o Brusque Admirals, que começou liderando a partida após um field goal do kicker Tafarel. O Gladiators não demorou para assumir a liderança da partida com o running back Deco, 7 a 3.  O Brusque conseguiu a virada com um passe do quarterback Miliko para o wide receiver Santos, 10 a 7. O Gladiators bem que tentou, mas a defesa brusquense segurou todas as tentativas do Gladiators de pontuar. 

Contra o Rhinos, o Gladiators se mostrou superior durante toda a partida, principalmente defensivamente. No ataque, o running back Krezanowski estava fazendo grandes estragos na defesa timboense e conseguindo ótimos avanços. O Gladiators vencia por 13 a 0, até que ventos fortes e uma chuva de granizo assustaram a todos que estavam no estádio de Timbó. O campo ficou coberto por uma camada de gelo e sem condições de jogo, mais parecia o Lambeau Field (estádio do Green Bay Packers). O Ice Game brasileiro. A partida foi paralisada e não teve continuidade. Na sequência, venceu o Istepôs sem dificuldades, 28 a 0. 

Pelo Torneio Touchdown, voltou a enfrentar o Crocodiles, que começou na frente com um touchdown do wide receiver Gutz. O time paranaense tentou a conversão de dois pontos, mas não teve sucesso, 6 a 0. A chuva não deu trégua e fez com que o campo ficasse encharcado e repleto de lama, um convite para os turnovers. O Gladiators sofreu dois fumbles e o Crocodiles perdeu a bola em cinco oportunidades, sendo que nenhuma foi convertida em pontos. O empate do Gladiators veio no último período com uma corrida do quarterback Bernardo Werner, sem extra point convertido. 

Não faltaram chances para o Gladiators virar a partida, o time esteve na redzone em cinco oportunidades e a defesa do Crocodiles parou o ataque catarinense em todas as tentativas. Por quatro vezes o Gladiators tentou o field goal, mas desperdiçou todos, levando a partida para o overtime. O Crocodiles entrou na redzone com o wide receiver Adan Rodriguez e não converteu os dois pontos. Na vez do Gladiators, o quarterback Tiagão foi interceptado pelo safety Renato Piccinini, decretando o fim da partida, 12 a 6. 

De volta ao Catarinense, o Gladiators não deu chances para o Blumenau Riesen. Com touchdowns do wide receiver Júnior (2x), do running back Fernandes (2x), do tight end Vágner e do fullback Leivas, finalizando a partida em 34 a 0. 

Já desclassificado do Torneio Touchdown, o Gladiators conseguiu surpreender o Brown Spiders com apenas 25 jogadores em Curitiba. Com os jogadores dobrando em todas as posições, o jogo só foi definido apenas no último quarto, quando o jogo ainda estava com o placar zerado. O quarterback Werner passou para o eide receiver SAnto  e abriu o placar, 6 a 0. Com esse placar, o Brown Spiders estava sendo eliminado da competição e o nervosismo bateu forte. O time começou a forçar passes longos e o inevitável aconteceu, o wide receiver Júnior, que estava dobrando de cornerback, interceptou o passe e retornou para o touchdown, 12 a 0. 

De volta ao Catarinense, o Gladiators precisava vencer o Brusque Admirals para garantir sua classificação direta para a grande final. Do outro lado, o Admirals precisava vencer para chegar ao wildcard. Diferente da primeira partida entre as duas equipes, o Gladiators não deu chances ao Brusque. Com touchdowns dos running backs Krezanouski (2x) e Fernandes, do fullback Leivas, do tight end Vágner e do wide receiver Marcão, o Gladiators garantiu a vaga na final. 

O primeiro título estadual

Em sua primeira final, o Gladiators enfrentou o São José Istepôs, adversário que venceu duas vezes na primeira fase da competição. O jogo começou bastante truncado e as duas equipes não conseguiam desenvolver boas jogadas, até que o ataque do Istepôs cometeu um fumble na linha de 20 jardas do seu campo. O defensive end Tod recuperou a bola e deixou seu ataque em ótima posição. Após alguns snaps, o fullback Leivas entrou na end zone, 6 a 0 Gladiators. 

O ataque do Joinville continuou capitalizando em cima dos erros do Istepôs. No início do segundo quarto dessa vez Leivas marcou outro touchdown após o linebacker Rato interceptar o quarterback do Istepôs, 14 a 0. No final do primeiro tempo, foi a vez do Istepôs interceptar com o safety Lacey e capitalizou com o running back JP Ramos, 14 a 7. 

No início do terceiro quarto, o quarterback Werner fez um passe no meio do campo para Santo, que conseguiu a recepção e anotou um touchdown de aproximadamente 50 jardas. Ainda no terceiro quarto, o safety Lacey interceptou pela segunda vez Werner e deixou o Istepôs na linha de 4 jardas do ataque.  Logo na sequência, JP Ramos voltou a deixar o Istepôs no jogo, 21 a 14.  No último período, o Istepôs foi pra cima e teve oportunidades de empatar a partida, mas foi parado em todas as tentativas. Com o resultado, o Gladiators foi campeão da primeira edição full pad do Catarinense no seu ano de estreia. 

O bicampeonato catarinense 

Ao contrário da temporada anterior, o Campeonato Catarinense começou no primeiro semestre e o Gladiators não precisou dividir suas atenções em suas competições. Com uma campanha impecável, o Gladiators não encontrou resistência durante o campeonato, venceu o Corupá Buffalos, Jaraguá Breakers, Timbó Rhinos, duas vezes cada, Tubarão Predadores e Blumenau Riesen. O ataque marcou 330 pontos na primeira fase, sendo essa a melhor marca da história do estadual. Nos playoffs, enfrentou o Rhinos e venceu por 12 a 0. 

Na final, voltou a enfrentar o Istepôs pelo segundo ano consecutivo. O jogo começou equilibrado e as defesas anularam os ataques, assim como o excesso de faltas. O placar foi inaugurado no terceiro quarto com uma corrida do running back Marcos Krezanouski e aumentou com o wide receiver Tiago da Silva, 13 a 0. O Istepôs chegou a diminuir a diferença com Canarinho, mas André voltou a aumentar a vantagem do Joinville, 20 a 7. Gladiators bicampeão Catarinense. 

Liga Brasileira 2010 

Em 2010, o Gladiators saiu do Torneio Touchdown e ingressou na Liga Brasileira. O primeiro jogo foi contra o Rhinos em Timbó, que mostrou ser um adversário a altura. O Gladiators começou mortal e marcou dois touchdowns no primeiro quarto com o wide receiver Junior e com o defensive back Dobner, que interceptou o quarterback Amadeo e retornou para o touchdown. O quarterback timboense se redimiu ainda no primeiro quarto com uma corrida de 66 jardas até a end zone, 13 a 7. 

No segundo quarto, o linebacker Romenito voltou a interceptar Amadeo e retornou para o touchdown. O Glads ampliou a  vantagem com um passe de 17 jardas do quarterback Bernardo para o wide receiver Cunha.O Rhinos voltou a encostar no placar com um touchdown do eide Nazgul, 20 a 13 para o Glads no final do primeiro tempo. No terceiro quarto, o Rhinos marcou mais uma vez com o Amadeo correndo, 20 a 19. 

O jogo ficou eletrizante no último quarto com um touchdown corrido do Gladiators com o running back Deco e a rápida resposta do Rhinos com Amadeo passando para o wide Ivan, que passou novamente para o running back Groto correr 45 jardas até a end zone, 27 a 25. Para empatar a partida, o Rhinos foi para a conversão de dois pontos e teve sucesso com o wide Silva. Na prorrogação, o Glads garantiu o touchdown com mais uma corrida do Bernardo na sua primeira campanha. Na sequência, Dobner interceptou Amadeo pela segunda vez na partida e decretou a vitória do Gladiators, 34 a 27. 

Contra o Barigui Crocodiles, o Gladiators não teve chances e perdeu por 35 a 8. A defesa paranaense forçou quatro turnovers e dificultou a vida dos catarinenses. No ataque, Mullet e Bruno Santucci marcaram um touchdown cada e causaram estragos, além dos dois marcados pelo wide receiver Gutz, um deles após uma corrida de mais de 60 jardas. 

No desafio seguinte, recebeu o Porto Alegre Pumpkins e venceu de forma sofrida. O Pumpkins saiu na frente na primeira campanha com um touchdown do running back Daniel Jamal. O Gladiators empatou no segundo quarto com o fullback Leivas Alves, 6 a 6. A virada veio no terceiro quarto com o running back Deco, mas a reação do Pumpkins foi rápida, o quarterback Daniel Romaneco lançou e o wide receiver Vinícius Bergman conseguiu a virada, 13 a 12. O Gladiators correu atrás, virou com running back Marcos Krezanouski e aumentou a diferença com Leivas Alves. O Pumpkins tentou uma reação com um touchdown no fim da partida, mas era tarde, 20 a 13, Gladiators. 

Na partida de volta contra o Rhinos e mais uma vez não teve vida fácil. O Gladiators abriu o placar no começo do primeiro quarto com running back Krezanouski. Desse ponto em diante, as defesas anularam os ataques e eles pouco fizeram no restante da partida, com excessão da ótima corrida do quarterback Tiagão até end zone, 13 a 0 Gladiators. 

Na partida de volta contra o Pumpkins, o Gladiators passou por momentos difíceis, mas conseguiu vencer o time gaúcho por 16 a 12 em São Leopoldo/RS. A última partida da fase de grupos era contra o Barigui Crocodiles, líder do grupo e único a derrotar o Gladiators. 

O Crocodiles começou melhor e anotou um field goal com o kicker Kako. Em seguida, foi a vez do running back Bruno Santucci entrar na end zone e aumentar a vantagem dos paranaenses.  Até o retorno do intervalo, o roteiro da partida estava sendo idêntico ao das três partidas que o Crocodiles tinha vencido no último ano, mas tudo mudou no terceiro quarto, quando o tight end Thiagão diminuiu a diferença para os donos da casa, 10 a 7. 

O momento era do Gladiators e nem o segundo touchdown do Santucci diminuiu o ímpeto dos catarinenses. O jogo terrestre estava funcionando e o Gladiators abusou dele, conseguindo mais um touchdown, seguido de uma conversão de dois pontos, no último quarto. Com o placar em 17 a 15 para o Crocodiles, os donos da casa precisavam de um field goal para virar a partida, mas o quarterback Bernardo Werner encontrou o wide receiver Junior livre e anotou o touchdown da virada, 22 a 17, garantindo a segunda colocação no grupo e a vaga nos playoffs. 

Nos playoffs, enfrentou o favorito Foz do Iguaçu Black Sharks, dono do terceiro melhor ataque da competição e da melhor defesa, fora de casa e não se intimidou. O jogo começou sendo dominado pelas defesas e o Gladiators, mais uma vez, dependeu do talento individual do quarterback Bernardo para marcar o primeiro touchdown da partida, 6 a 0. O placar só foi alterado no último quarto, quando Marcelo Sommer fez uma boa corrida e empatou a partida. Logo em seguida, Bernardo fez um passe de 21 jardas para o touchdown e conseguiu a conversão de dois pontos, 14 a 6. O Black Sharks foi para cima e se aproximou no placar com um touchdown corrido do Yuri Benevides, 14 a 12. Para finalizar a partida e sacramentar a vaga para a final da Conferência Sul, Bernardo mostrou todo seu talento e marcou mais um touchdown corrido, 22 a 14 Gladiators. 

Na final da Conferência Sul, o Gladiators voltou a enfrentar o Crocodiles. A chuva prejudicou bastante o estado do gramado e, consequentemente, a performance das duas equipes, fazendo com que o primeiro tempo terminasse sem nenhuma pontuação. O Crocodiles inaugurou o placar com um touchdown do tight end Gerard Kaghtazian Jr. e ampliou no drive seguinte com o fullback Ericson, 13 a 0. O Gladiators acordou no último quarto e marcou dois touchdowns, sendo que o da virada veio após uma corrida de 70 jardas do running back Marcos. Com o erro do extra point, a partida foi para o overtime. 

A primeira posse foi do Gladiators, mas a defesa paranaense cresceu e impediu qualquer pontuação. Na sua tentativa, o Crocodiles não titubeou e entrou na end zone com Ericson, garantindo a vaga no Brasil Bowl I. 

O tricampeonato catarinense 

Na estreia do Campeonato Catarinense de 2011, mesmo debaixo de muita chuva, o Gladiators não tomou conhecimento do Tubarão Predadores e venceu por 59 a 0. Mesmo com muitos desfalques, o Gladiators foi para Brusque enfrentar o Admirals e voltou para casa com mais uma grande vitória, 50 a 16. O quarterback Bernardo Werner lançou para três touchdowns e fez um corrido, o tight end Thiagão anotou outros dois e os running backs Deco (2x) e Krezanouski, também fizeram seus touchdowns. Com uma postura bastante agressiva, o ataque ainda anotou quatro conversões de dois pontos com Leivas, M. Silva, Thiagão e Deco. Defensivamente, destaque para os safeties Jacson e Lucas, que realizaram uma interceptação cada. 

Na terceira rodada não teve vida fácil contra o Jaraguá Breakers. O rival começou vencendo após o linebacker Igor “roubar” a bola das mãos do Bernardo e retornar para o touchdown, 6 a 0. O ataque do Gladiators não estava em um bom dia e a defesa do Breakers conseguiu parar suas investidas até o último quarto, quando Leivas e o americano Tate anotaram dois touchdowns, virando a partida para 12 a 6. Contra o Corupá Buffalos, o Gladiators venceu por 12 a 6 e manteve-se invicto na competição, 

O Gladiators estreou no Catarinense de 2011 vencendo o Corupá Buffalos por 21 a 6. Contra o Tubarões, a atuação do time foi impecável, a defesa não cedeu pontos e o ataque fez 45 pontos com os Deco (2x), Borba, Tate (2x), Thiagão e Marcão. Contra o Brusque Admirals, o ataque deu mais um show e o time venceu por 66 a 6, com destaque para a corrida de aproximadamente 50 jardas do running back Max e para o retorno de punt de 60 jardas do Tate. O roteiro não foi diferente contra o Blumenau Riesen, a defesa forçou turnovers, o ataque entrou na end zone e o Gladiators venceu por 48 a 0. Na última partida da primeira fase, contra o Corupá, o Gladiators teve um pouco mais de trabalho. 

Debaixo de muita chuva, o Gladiators abriu o placar com o fullback Leivas e aumentou a vantagem com o running back Borba, seguido de uma conversão de dois pontos do Tate. No terceiro período, o Corupá diminuiu a diferença com um touchdown do wide receiver Júlio, mas no final da partida o quarterback do Corupá sofreu um fumble e o Gladiators anotou mais um touchdown com Gomes, 20 a 7. O Adversário na final seria o Timbó Rhinos, mas o time se desligou da federação catarinense e abandonou a competição, deixando sua vaga para o Jaraguá Breakers. 

Na semifinal, o Gladiators começou errando e o Breakers iniciou sua primeira campanha no campo de ataque, mas a defesa do Glads pressionou e conseguiu interceptar a bola com o linebacker Romenito. Alguns snaps depois, o quarterback Bernardo Werner passou para o polivalente Tate abrir o placar. A defesa do Gladiators continuou dominante e forçou um safety com o linebacker Schneider. O Gladiators voltou a marcar com Tate ainda no primeiro quarto, 15 a 0. O Breakers diminuiu a desvantagem com uma pick six do defensive back Nicolodelli. No segundo tempo, o ataque do Glads marcou dois touchdowns com Tate e Werner, finalizando o placar em 28 a 7. 

Na final, voltou a enfrentar o Corupá Buffalos, que começou na frente com um touchdown corrido do quarterback Helton. A liderança não durou muito, Tate correu aproximadamente 70 jardas de retorno e empatou a partida, 6 a 6, e virou em mais uma corrida e Borba converteu os dois pontos. No final do primeiro tempo, o Buffalos diminuiu a diferença com o wide receiver Julio, terminando o primeiro tempo em 14 a 12 para o Gladiators. No terceiro quarto, Bernardo lançou para Tate e Marcelo Rodrigo aumentarem a vantagem. O Buffalos foi pra cima e até conseguiu marcar um touchdown, que foi anulado após uma falta, dando a chance para o Gladiators “matar” a partida com uma corrida do Borba. Gladiators tricampeão catarinense. 

Liga Nacional 2011 

Na estreia da Liga Brasileira, foi até São Leopoldo/RS para derrotar o Porto Alegre Pumpkins por 53 a 18, com destaque para a atuação do running back Borba, que marcou quatro touchdowns 

Na segunda rodada, recebeu o Cuiabá Arsenal, atual campeão brasileiro e, como era de se esperar, o jogo não foi fácil. O Gladiators saiu na frente com mais um retorno do americano Jason Tate, mas o Arsenal foi rápido e empatou a partida com Dandan e virou com um safety, 9 a 7. No final do segundo quarto, o Glads voltou a liderança após outro touchdown do Tate 13 a 9. 

No terceiro quarto, o americano Tate voltou a fazer a diferença  e marcou outro touchdown, aumentando a diferença para 16 a 9. O Arsenal pressionou os mandantes e mais uma vez encostou no placar com Rodrigo, mas sempre que encostava o Gladiators pontuava, não foi diferente dessa vez, Raulin acertou um field goal e o time de Joinville anotou mais um touchdown corrido, 25 a 16. Jogando contra o relógio, o Cuiabá Arsenal voltou a diminuir a diferença  e teve a chance de empatar, mas desperdiçou a chance do empate, finalizando a partida em 25 a 22. 

Empolgado com a última vitória, o Joinville Gladiators recebeu o Coritiba Crocodiles e contou com o reforço do running back americano Deante Battle. O primeiro tempo foi um verdadeiro toma lá, dá cá. O Crocodiles saiu na frente com um touchdown corrido do quarterback Rodrigo Zanini “Toddy”. Na sequência, o Gladiators virou com um touchdown do running back Borba. Bruno Santucci voltou a deixar o Coritiba na frente e Gutz aumentou a vantagem com uma conversão de dois pontos, 14 a 7 para os paranaenses no primeiro tempo. 

A correria continuou no segundo tempo, Santucci anotou mais um touchdown, seguido de outro do Gladiators, dessa vez com Battle, deixando a partida em 21 a 14. A partida foi chegando ao fim e o Crocodiles começou a se distanciar no placar com dois touchdowns do Gutz e um do Toddy. O Gladiators diminuiu com Tate, mas a partida terminou em 41 a 21 para os paranaenses. 

Contra o Foz do Iguaçu Black Sharks, o ataque liderado pelo quarterback Bernardo Werner e o wide receiver Tate, com três touchdowns, abriu uma vantagem de 20 pontos no primeiro tempo e administrou a partida, vencendo por 33 a 14. 

No clássico estadual contra o Istepôs, Istepôs e Gladiators se enfrentaram para ver quem ficaria com a segunda colocação da Conferência Sul. Nos últimos três anos, os dois times se enfrentaram quatro vezes e o time de Joinville venceu em todas as oportunidades. O Istepôs foi para o intervalo liderando por 7 a 0, mas viu o Gladiators empatar no terceiro período com o wide receiver Rodolfo e virar no quarto com o running back Deante Battle, cujo extra point foi bloqueado. Com pouco tempo restando, o Istepôs foi avançando com as boas jogadas do quarterback Jackson Kestring, que teve a ajuda das inúmeras faltas do Joinville. O Istepôs conseguiu o touchdown, converteu o extra point, virou a partida e venceu o Gladiators pela primeira vez na história. 

Em jogo adiado da primeira rodada, o Gladiators viajou até Curitiba e perdeu para o Brown Spiders por 16 a 14, terminando na terceira colocação na Conferência Sul. 

Nos playoffs, encontrou novamente o Istepôs, mas o final foi bem diferente. A partida começou com o Gladiators dominando e abrindo uma grande vantagem com dois touchdowns do running back Boppre e do fullback Chagas. Antes do intervalo, o Istepôs bloqueou um punt e o Kestring correu para o touchdown na sequência, diminuindo a diferença para 6 a 14. 

A partida esquentou no segundo tempo com o field goal de 27 jardas do Istepôs, 9 a 14. O Glads voltou ampliar com o americano Jason Tate, que também conseguiu uma conversão de dois pontos, 9 a 22. Kestring levou o Istepôs a mais um touchdown, mas o running back Borba correu 14 jardas e marcou o touchdown derradeiro do Gladiators, 16 a 29. 

Na final da Conferência Sul, voltou a enfrentar o Coritiba Crocodiles e o Glads saiu na frente com um touchdown corrido Jason Tate. O Crocodiles assumiu a liderança momentaneamente com um touchdown do Gutz, até que o kicker Diogo acertou um field goal, deixando o Gladiators em vantagem, 9 a 7. Os curitibanos voltaram melhor e não deram espaço para o Glads no segundo tempo. Com um field goal do Adan Rodriguez e um touchdown do Bruno Santucci, o Crocodiles eliminou o Gladiators na semifinal nacional pelo segundo ano seguido., 

O fim da hegemonia estadual 

No Catarinense de 2012, a estreia foi contra o Istepôs e a partida terminou empatada após a falta de luz no local da partida. Teve dificuldades para vencer o Jaraguá Breaker, 18 a 6, e Bárbaros do Vale, 21 a 7. Contra o novato Itapema White Sharks, o ataque foi bem e venceu por 46 a 0, com destaque para tight end Rafael “Junckes”, com três touchdowns, e o running back Rhuan Maximiano “Max”, com dois. Na quinta rodada, enfrentou mais um novato, o Criciúma Slayers, e venceu por 73 a 0. 

Na última rodada, enfrentou o Corupá Buffalos e perdeu por 11 a 7. A partida foi dominada pelas defesas e venceu o time que menos errou no ataque. O Corupá anotou um field goal com Julio e um touchdown com Thiago e foi para o intervalo com uma vantagem de 10 a 0. No terceiro quarto, Bernardo foi pressionado e acabou cedendo um safety, 11 a 0 para o Buffalos. No último quarto, o Glads partiu para cima, mas só conseguiu um touchdown com Borba, fechando o placar em 11 a 7 para o Corupá. 

Na semifinal seu adversário foi o Istepôs, o maior clássico catarinense da época. Como sempre, os duelos entre as duas equipes são muito equilibrados e as defesas dominaram nesse dia. O Gladiators abriu o placar com um field goal do kicker Diogo e o Istepôs marcou seu primeiro touchdown com Arthur. As defesas continuaram pressionando e os ataques errando. Após um bad snap do Gladiators, a defesa do Istepôs recuperou a bola na end zone e marcou mais um touchdown. O Gladiators ainda tentou uma reação, mas sua tentativa terminou em um field goal bem-sucedido. Pela primeira vez em sete temporadas um time de Joinville não estava na final do campeonato Catarinense. 

Campeonato Brasileiro de 2012 

No Campeonato Brasileiro, estreou perdendo em casa para o Brown Spiders por 27 a 20 e venceu o UFPR Legends em Curitiba por 28 a 0, com grande atuação dos americanos  Moe e Drew Banks. Contra o Foz do Iguaçu Black Sharks, os Banks deram mais um show e comandaram o ataque catarinense na vitória por 38 a 6. 

Contra o Bárbaros do Vale, o Gladiators começou vencendo após Bernardo conectar um passe com o wide receiver Junckes e aumentou a diferença com uma corrida do Max, 14 a 0 no primeiro tempo. As defesas equilibraram a partida no terceiro quarto e os times só voltaram a pontuar no último quarto. O defensive back Diogo Rescarolli conseguiu uma pick six, aumentando a vantagem do Glads, e o Eduardo Mendes, em um retorno de kickoff, diminuiu a diferença, 21 a 6. 

Contra o Corupá Buffalos venceu suado por 3 a 0, em um jogo comandado pelas defesas e pelos punters, que tiveram muito trabalho. Na última partida da primeira fase, viajou até Ponta Grossa/PR e perdeu de 20 a 6 para o Ponta Grossa Phantoms. Mesmo com a derrota, conseguiu se classificar para os playoffs. 

O adversário em 2012 foi o Brown Spiders e voltou a perder para o time paranaense. A defesa dos curitibanos conseguiu segurar o ataque do Gladiators, que não conseguiu fazer o mesmo. Com touchdowns do wide receiver Julio Richter e dos running backs Leu e Taurus (2x), o Brown Spiders venceu por 25 a 7. 

2013: um ano sabático 

Após quatro temporadas, três títulos catarinenses e duas vezes 4º colocado no Campeonato Brasileiro, o Joinville Gladiators entrou em uma espécie de hiato em 2013. Em janeiro, o time anunciou que iria se preparar para participar da misteriosa Liga Profissional de Futebol Americano (LFA), que acabou nunca acontecendo. Em abril, o time voltou a treinar com uma nova comissão técnica e realizou um tryout. 

2014: o retorno 

O Gladiators voltou para o Catarinense após ficar quase 15 meses sem jogar oficialmente e enfrentou o Balneário Camboriú Lobos do Mar na estreia. O Gladiators dominou a partida e venceu por 24 a 0 o jovem time de Camboriú, que disputava sua segunda competição. Na sequência, enfrentou o estreante Black Hawks e venceu por 35 a 3, com destaque para o primeiro quarto arrasador, foram quatro touchdowns, e para o running back Coelho, que marcou três touchdowns na partida. Contra o Corupá Buffalos, o time fez uma boa partida e venceu por 27 a 7. 

Contra o Istepôs, o renovado Gladiators não teve chances. A defesa do Istepôs fez seu trabalho e seu forte ataque, liderado pelo pelo quarterback Douglas e o running back JP Ramos (3 touchdowns), marcou 53 pontos no Glads, 53 a 6. 

A recuperação veio contra o Itapema White Sharks, que era liderado pelo jovem e talentoso quarterback Igor Clemes. O time de Itapema começou melhor e saiu na frente com um touchdown corrido do Cavalheiro e aumentou com o wide receiver Marcos. O Gladiators acordou e assumiu a liderança no segundo quarto, com touchdowns do Coelho, Rodrigues e Curvello, que bloqueou e retornou um punt. No último quarto, o quarterback Bernardo correu para o touchdown e garantiu a vitória do Gladiators, 28 a 14. 

Nas semifinais, enfrentou o Corupá e venceu por 41 a 7, com grande atuação do quarterback Bernardo Werner, que correu para dois touchdowns e lançou para outros dois. 

Na final, encontrou o Istepôs pela quarta vez, mas dessa vez a história foi bem diferente dos anos anteriores. O SC Bowl IX aconteceu debaixo de muita chuva, mas isso não foi o suficiente para tirar o brilho do clássico catarinense. 

O Istepôs abusou do jogo corrido com os experientes running backs Thiago Rodrigues e JP Ramos, que marcaram um touchdown cada, e se aproveitou da inexperiência de parte do jovem elenco do Gladiators para vencer por 16 a 0. Essa foi a última partida do time de Joinville em 2014. 

O retorno a competições nacionais 

A temporada de 2015 começou com uma boa vitória em casa contra o Criciúma Miners por 44 a 13, com mais uma ótima atuação do quarterback Bernardo Werner, que correu para dois touchdowns, passou para outros três touchdowns e três conversões+ 

Se contra o Miners Bernardo tinha dado show, contra o Itapema White Sharks foi a vez do quarterback adversário, Igor Clemes, desequilibrar a partida, foram dois touchdowns corridos, quatro passes para o touchdown e quatro extra points convertidos. O Gladiators não conseguia parar Clemes e cometeu muitos turnovers. Final 48 a 6 para o Itapema. 

Contra o T-Rex, o Gladiators repetiu a péssima atuação da partida anterior e não conseguiu parar o versátil ataque timboense. O quarterback Bassani passou para três touchdowns e correu para anotar outro. Pelo Gladiators, Junckes e Rodrigo, após recuperar fumble na end zone, diminuíram a diferença, mas não evitaram a derrota por 38 a 14 em casa. 

Mesmo após duas derrotas, o Gladiators estava vivo no Catarinense e precisava vencer o Istepôs para chegar a mais uma final. Os Istepôs foi superior no primeiro tempo e construiu uma boa vantagem, 22 a 7, no que aparentava ser mais uma vitória fácil. Foram dois touchdowns do JP Ramos e um do Nathan. 

O Gladiators voltou melhor do intervalo e até parecia outro time, sem conseguir pontuar no terceiro quarto, o Gladiators foi para o tudo ou nada no último quarto. Bernardo, sempre ele, passou para dois touchdowns, correu para outro e conseguiu duas conversões, mas não foi o suficiente para virar a partida, que terminou 34 a 29 para o Istepôs. Essa foi a primeira vez em cinco edições disputadas que o Gladiators não chegou na final. 

No retorno a um torneio nacional, o Gladiators enfrentou o Porto Alegre Pumpkins pela Liga Nacional, divisão de acesso à elite. As defesas começaram dominando e a primeira pontuação aconteceu quando no segundo quarto e foi um safety forçado pela defesa do Pumpkins. No chute de devolução, Lemos fez um belo retorno até a end zone e aumentou a diferença com uma conversão. O Gladiators saiu do zero após forçar um safety, indo para o intervalo perdendo de 10 a 2. 

Na primeira jogada do terceiro quarto, o retornado do Gladiators não segurou a bola e devolveu a posse para o Pumpkins, que chegou a mais um touchdown com Paludo. A reação do Gladiators começou quando o Bernardo Werner fez um passe na linha de 35 jardas para o Rafael Junckes, que quase foi interceptado, mas recuperou a bola e correu até a end zone. O empate não demorou e a dupla Werner-Junckes foi mortal mais uma vez, 16 a 16. Depois de um fumble recuperado, o ataque do Joinville não demorou para assumir a liderança com Korea. Para finalizar, Werner-Junckes aprontaram novamente, dessa vez com um big play de 90 jardas, finalizando a partida em 29 a 16. 

Contra o Bulls, Werner voltou a brilhar e lançou para dois touchdowns do Korea, outro do Junckes e correu  jardas para marcar o seu. Com um ataque poderoso e uma defesa consistente, o Gladiators estava de volta aos holofotes. 

Debaixo de muita chuva, o Gladiators enfrentou o Soldiers em casa e confirmou o favoritismo. As duas equipes priorizaram o jogo corrido e os passes eram raros, até que Bernardo encontrou Korea livre na end zone para abrir o placar. No segundo quarto, após muitas corridas e faltas, Bernardo correu umas  jardas e aumentou a vantagem. Em uma quarta para polegadas, o quarterback do Soldiers foi para um QB sneak e conquistou o touchdown, mas já era tarde Joinville 13 a 7. 

O roteiro do segundo confronto entre Gladiators e Pumpkins é bem parecido. O placar é quase idêntico e os atores também. Pelo Pumpkins, a defesa foi bem na primeira parte da partida e o quarterback Antonio Freire foi bastante consistente, mas os erros prejudicaram a equipe. Pelo Gladiators, a dupla Werner-Junckes marcou mais dois touchdowns e garantiu a vitória fora de casa e a invencibilidade dos catarinenses. 

Nos playoffs, viajou até São Paulo para enfrentar o Sorocaba Vipers pela primeira vez em sua história. O Gladiators não teve um bom início e cedeu dois touchdowns para os donos da casa. O primeiro foi marcado pelo running back Kaio Alves e o segundo pelo wide receiver Adriano Bueno. No segundo quarto, foi a vez do Gladiators dominar e marcar dois touchdown com uma corrida do Bernardo e com uma bela recepção do Korea, 12 a 12. 

No terceiro quarto, as defesas dominaram as ações e impediram os ataques de pontuar. Aproveitando-se dos erros do Gladiators, o Vipers anotou mais dois touchdowns com o running back Leandro Goes e com o wide receiver Bueno. No final do último quarto, a dupla Werner-Junckes apareceu e anotou seu touchdown, mas era tarde, vitória do Vipers por 26 a 18. 

O declínio 

Pela segunda temporada seguida, o desempenho do Gladiators no Catarinense foi negativo, mas diferente de 2015, quando o time teve o terceiro melhor ataque, o Gladiators de 2016 marcou apenas 12 pontos em quatro partidas, todos contra o Corupá Buffalos, ocasião que venceu a partida por 12 a 8. 

Na Liga Nacional, começou perdendo para o Redlions, time de Joinville criado por Dennis Prants e que era uma espécie de reencarnação do Joinville Panzers, primeiro time da cidade e do país. Em uma partida bastante disputada, o Redlions venceu por 20 a 12. Dois dos três touchdowns do Redlions foram marcados pelo running back Max, formado no Gladiators. Na sequência da competição, o Gladiators venceu duas vezes o Curitiba Lions e o Santa Cruz Chacais, mas não foi o suficiente para conquistar a classificação para os playoffs. 

Em 2017, o Gladiators deu continuidade na sua queda de rendimento, perdeu duas partidas no Catarinense e venceu o Istepôs por 3 a 2, sendo esses seus únicos pontos na competição. Na Liga Nacional, perdeu para o Foz do Iguaçu Black Sharks, Jaraguá Breakers e Maringá Pyros, vencendo apenas o Curitiba Lions por 23 a 6. 

Em 2018, apenas pela segunda vez na sua história, não participou do Catarinense e de um torneio nacional, dedicando-se exclusivamente para a Copa Sul. No torneio regional, que serve de preparação para equipes novas, o tradicional Gladiators perdeu para o Itajaí Dockers e Londrina Bristlebacks, marcando apenas seis pontos em duas partidas. o jogo contra o Bulldogs FA, que deveria ter acontecido em Joinville, nunca aconteceu.