Istepôs

O início 

A história do futebol americano no Brasil está muito ligada a praia, muitos times do país começaram nas areias e um deles é o Istepôs. Alguns amigos queriam brincar de jogar futebol americano nos finais de semana na Praia do Campeche, Florianópolis/SC, o tempo passou e mais pessoas se juntaram a eles, até que no dia 5 de novembro de 2005 foi criado o Floripa Istepôs. O nome do time visa exaltar a colonização açoriana da região através da gíria regional – istepô, o cara que é do contra, que atrapalha – e do siri em seu símbolo (elaborado somente no início de 2006). 

A mudança para a grama aconteceu em abril de 2006, logo após o time da capital catarinense tomar conhecimento da existência de outros times no estado, principalmente o Brusque Admirals, contra quem disputou sua primeira partida. Não fazia sentido continuar na praia, por isso o time alugou o campo da Associação dos Moradores do Bairro Abraão para treinar. 

Os primeiros torneios 

Ainda em 2006, o Istepôs se juntou ao Brusque Admirals, Jaraguá Breakers e Joinville Panzers (conhecidos como “Membros Fundadores”) para criar a Liga Catarinense de Futebol Americano (LCFA) e organizaram o primeiro estadual No Pad. Não existem muitos registros do torneio, mas o Istepôs terminou na terceira colocação. 

Em 2007, o Istepôs cresceu e precisou mudar sua “casa”, por isso foram para o Estádio Coronel Nilo Chaves Teixeira, cedido pelo 63° Batalhão de Infantaria do Exército. O crescimento demandou um melhor planejamento e a reestruturação da equipe, que agora contava com uma estrutura administrativa e técnica. O Catarinense de 2007 contou com a estreia do Blumenau Riesen, que se juntou aos Membros Fundadores para difundir o esporte no estado. Assim como na edição anterior, o Istepôs terminou a competição em terceiro lugar. 

A temporada de 2008 teve alguns avanços e retrocessos. O Istepôs se tornou pessoa jurídica, criou um site e realizou sua primeira seletiva, terminando o ano com 38 jogadores. O retrocesso veio com o fim do acordo para utilizar o Estádio Nilo Teixeira, fazendo com que o time precisasse treinar em diferentes locais, até que se fixou na Lagoa da Conceição. No Catarinense, novos times entraram: Tubarão Predadores, Timbó Rhinos e Garuva Hurricanes. Com cinco vitórias e duas derrotas, o Istepôs se classificou para os playoffs. Na semifinal, enfrentou o Panzers, atual campeão, e foi perdeu por 18 a 7. 

O ano de 2009 foi de mudanças para o Istepôs. O ano começou com a mais uma mudança de sede, mas dessa vez para fora de Florianópolis. O time firmou uma parceria com a Prefeitura de São José, cidade da Grande Florianópolis, e passou a jogar no Estádio de Potecas. Com a ida para São José, o time passou a se chamar São José Istepôs. 

No cenário nacional e estadual, os times começaram a migrar para o full pad e o Istepôs não ficou para traz. Os jogadores do time se empenharam e conseguiram se equipar a tempo para disputar o Catarinense. O começo do campeonato não foi fácil, o Istepôs perdeu para o Joinville Gladiators, Timbó Rhinos e Brusque Admirals. A primeira vitória full pad aconteceu no dia 20 de setembro, quando derrotou o Blumenau Riesen por 43 a 13. No final da primeira fase, o Istepôs perdeu mais uma partida e conseguiu uma sequência de três vitórias consecutivas. Com a terceira melhor campanha do campeonato, enfrentou o Rhinos e garantiu uma vaga na final contra o Gladiators. Em um jogo bastante equilibrado, o time de Joinville superou o Istepôs por 21 a 14. 

O primeiro torneio nacional 

No Catarinense de 2010, o Istepôs perdeu apenas uma partida para o Timbó Rhinos e ganhou as demais sete partidas, encerrando a primeira fase na liderança da Divisão Vermelha. Derrotou o Brusque Admirals na semifinal e foi derrotado novamente pelo Gladiators. 

Com dez anos de história, era chegada a hora de disputar um torneio nacional. No dia 28 de agosto, o Istepôs viajou para Curitiba e foi derrotado pelo Hurricanes em sua primeira partida no Torneio Touchdown (TTD). Na sequência venceu o Ponta Grossa Phantoms por duas vezes, conquistando uma vaga nos playoffs na sua primeira temporada. Na semifinal, disputada na Academia da Polícia Militar, o Istepôs recebeu o novato Vasco da Gama Patriotas e foi derrotado por 9 a 3. 

O Istepôs terminou a primeira fase do Catarinense de 2011 na primeira colocação da Divisão Vermelha, vencendo seis partidas e perdendo duas. Na semifinal, enfrentou o Corupá Buffalos e perdeu por três pontos, 21 a 18 para o Corupá. No segundo semestre participou da Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA). Na estreia viajou para Santa Cruz do Sul/RS e derrotou o Chacais no overtime debaixo de muita chuva, 13 a 7. O quarterback Jackson Kestring encontrou o wide receiver Leandro Machado na end zone para o touchdown da vitória na prorrogação. 

Na segunda rodada, viajou para Curitiba e venceu o Brown Spiders nos segundos finais. O time curitibano começou ganhando e no drive seguinte viu o Istepôs empatar. O jogo seguiu com as defesas dominando e os ataques perdendo boas chances de pontuar. Faltando 8 segundos para o final, o Istepôs posicionou a bola para o field goal e acertou, virando a partida, 10 a 7. Na sequência, enfrentou o Chacais e o Foz do Iguaçu Black Sharks em casa, vencendo ambas as partidas com certa facilidade. Valendo a liderança da Conferência Sul, o Istepôs enfrentou o Coritiba Crocodiles e não conseguiu superar o atual vice-campeão nacional, perdendo de 26 a 13. 

Na última rodada, Istepôs e Gladiators se enfrentaram para ver quem ficaria com a segunda colocação da Conferência Sul. Nos últimos três anos, os dois times se enfrentaram quatro vezes e o time de Joinville venceu em todas as oportunidades. O Istepôs foi para o intervalo liderando por 7 a 0, mas viu o Gladiators empatar no terceiro período e virar no quarto. No extra point, o Istepôs bloqueou o chute. Com pouco tempo restando, o Istepôs foi avançando com as boas jogadas do quarterback Jackson Kestring, que teve a ajuda das inúmeras faltas do Joinville. O Istepôs conseguiu o touchdown, converteu o extra point, virou a partida e venceu o Gladiators pela primeira vez na história. 

Nos playoffs, encontrou novamente seu antigo rival, o Joinville Gladiators. A partida começou com o Gladiators dominando e abrindo uma grande vantagem. Antes do intervalo, o Istepôs bloqueou um punt e o Kestring correu para o touchdown na sequência, diminuindo a diferença para 6 a 14. A partida esquentou no segundo tempo com o field goal de 27 jardas do Istepôs, 9 a 14. O Glads voltou ampliar com o americano Jason Tate, que também conseguiu uma conversão de dois pontos, 9 a 22. Kestring levou o Istepôs a mais um touchdown, mas o running back Borba correu 14 jardas e marcou o touchdown derradeiro do Gladiators, 16 a 29. 

A final catarinense de 2012 

A primeira partida do campeonato Catarinense de 2012 foi contra o Joinville Gladiators, que precisou ser encerrada antes do final do quarto período por falta de iluminação. A FCFA declarou empate de 12 a 12, que era o placar do momento do encerramento. Na segunda rodada viajou para Corupá e perdeu para por 24 a 23. O último touchdown da partida foi marcado restando pouco mais de um minuto para o término da partida, quando Kestring, antigo quarterback do Istepôs, fez um belo passe para o wide receiver Julio. Na sequência da competição, venceu sem dificuldades o Criciúma Slayers, Itapema White Sharks, Jaraguá Breakers e Bárbaros do Vale, classificando-se em terceiro lugar. 

Na semifinal seu adversário foi o Joinville Gladiators, o maior clássico catarinense da época. Como sempre, os duelos entre as duas equipes são muito equilibrados e as defesas dominaram nesse dia. O Gladiators abriu o placar com um field goal do kicker Diogo. O Istepôs marcou seu primeiro touchdown com Arthur e o kicker Crema acertou o extra point. As defesas continuaram pressionando e os ataques errando. Após um bad snap do Gladiators, a defesa do Istepôs recuperou a bola na end zone e marcou mais um touchdown. O Gladiators ainda tentou uma reação, mas sua tentativa terminou em um field goal bem-sucedido. Pela primeira vez em sete temporadas um time de Joinville não estava na final do campeonato Catarinense. 

A final aconteceu na cidade de Corupá e foi marcada pelas constantes trocas de liderança. Liderado pelo quarterback Jackson Kestring, o ataque do Buffalos marcou seu primeiro touchdown com o halfback Buiu, mas o extra point não foi convertido. Do outro lado, o ataque do Istepôs foi liderado até a end zone pelo quarterback americano Tyler Evans e pelo fullback Rodrigues. Com o extra point convertido pelo kicker Crema, o Istepôs assumiu a liderança. 

A virada do Corupá veio após mais uma boa campanha do ataque, Thiago marcou o touchdown e o kicker Júlio acertou o extra point. Faltando poucos minutos para o final, foi a vez do Istepôs assumir a liderança mais uma vez com o fullback Rodrigues, seguido pelo extra point do Crema. Com menos de dois minutos no relógio, o Corupá conseguiu bons avanços, o suficiente para Júlio acertar o field goal do título. 

Com uma campanha de três vitórias e três derrotas, o Istepôs não se classificou para os playoffs do Campeonato Brasileiro, sucessor da LBFA. 

O primeiro título 

A primeira partida do Catarinense de 2013 foi a reedição da final de 2012, mas dessa vez o confronto não foi marcado pelo equilíbrio. O ataque do Istepôs fez uma ótima partida e a defesa do Corupá parecia não ser capaz de parar seu adversário. A partida terminou 32 a 14 para o Istepôs, que não levou mais nenhum ponto na competição. Nas demais partidas passou fácil pelo Itapema White Sharks, Lobos do Mar, Criciuma Slayers e Bárbaros do Vale. 

Repetindo a final do ano anterior, mas sem a mesma emoção, o Istepôs massacrou o Corupá por 71 a 0 e se sagrou campeão Catarinense pela primeira vez. Destaque para o running back JP Ramos (3 TDs), o linebacker Guylherme Grudtner (2 TDs) e o wide receiver Bruno Siqueira (2 TDs e uma conversão de dois pontos). 

A melhor campanha nacional 

A campanha no Campeonato Brasileiro de 2013 começou como terminou o Catarinense, o Istepôs não tomou conhecimento do seu adversário e massacrou o Bárbaros do Vale por 60 a 3. A facilidade da estreia não se repetiu na partida contra o Curitiba Predadores, em Colombo/PR. 

O ataque do Istepôs começou melhor, mas só conseguiu marcar seu primeiro touchdown no final do primeiro período, quando o running back Thiago Rodrigues entrou na end zone na base da força. Logo na sequência, o Predadores conseguiu posicionar a bola para o kicker Lucas Copi acertar o field goal, algo que se repetiu no final do seguundo período, 7 a 6 para o Istepôs no primeiro tempo. As duas equipes marcaram touchdowns no terceiro período, o Istepôs com o running back Ricardo Coelho e o Predadores com o running back Bauer. No último período, assim como em boa parte da partida, os dois times sofreram com os turnovers e as faltas, levando o jogo para o overtime. Na prorrogação, o running back Thiago Rodrigues marcou mais um touchdown e garantiu a vitória para o Istepôs, 19 a 13. 

Na terceira e quarta rodadas, viajou para o Paraná e venceu o Brown Spiders por 35 a 20 e o Curitiba Hurricanes por 41 a 7. Recebeu o forte Coritiba Crocodiles em São José e não conseguiu repetir as boas atuações ofensivas das últimas partidas, perdendo por 19 a 2. No último jogo da primeira fase, recebeu o Santa Maria Soldiers e venceu por 78 a 12. 

Na primeira rodada dos playoffs o adversário era o atual campeão brasileiro, o forte Cuiabá Arsenal. O Istepôs dominou as ações no primeiro tempo, indo para o intervalo com a vantagem de 16 a 6. Na segunda metade da partida os ataques não foram os protagonistas. O Arsenal marcou um touchdown, diminuindo a diferença para 16 a 13, mas era tarde, o Istepôs estava classificado para as semifinais. 

O adversário nas semifinais era um velho conhecido, o Coritiba Crocodiles. As partidas entre as duas equipes sempre foram muito equilibradas e sempre terminaram com a vitória do Crocodiles, história que não se alterou nessa partida. Com um touchdown marcado pelo wide receiver Adan Rodriguez e dois field goal do kicker Thyago, o Istepôs foi derrotado por 13 a 9 e se despediu da competição. 

O bicampeonato catarinense 

O atual campeão catarinense, assim como no ano anterior, não tomou conhecimento dos seus adversários na primeira fase da competição. Venceu o Itapema White Sharks, Joinville Gladiators, Black Hawks, Lobos do Mar e Corupá Buffalos com facilidade, chegando a sua quinta final estadual, a quarta contra o Joinville Gladiators. 

O SC Bowl IX aconteceu debaixo de muita chuva, mas isso não foi o suficiente para tirar o brilho do clássico catarinense. O Istepôs abusou do jogo corrido com os experientes running backs Thiago Rodrigues e JP Ramos, que marcaram um touchdown cada, e se aproveitou da inexperiência de parte do jovem elenco do Gladiators para vencer por 16 a 0 e conquistar mais um título. 

Na Superliga Nacional, não conseguiu repetir a boa campanha de 2013 e foi eliminado na primeira fase. Perdeu as três primeiras partidas para o Coritibiba Crocodiles, São Paulo Storm e Cuiabá Arsenal. A única vitória aconteceu na última rodada, quando viajou pela primeira vez para Goiânia e derrotou o Goiânia Rednecks por 35 a 8. 

Fim da hegemonia estadual 

A edição de 2015 do Campeonato Catarinense foi a menor desde 2009, ano em que o torneio passou a ser full pad e contou com 5 equipes. Mesmo com o número reduzido de equipes, o campeonato foi bastante equilibrado. O Istepôs venceu o Itapema White Sharks, Joinville Gladiators e Criciúma Miners, perdendo sua invencibilidade no estado para o T-Rex, que voltou para o estadual que não disputava desde 2011. Com a segunda melhor campanha, o Istepôs enfrentou o T-Rex na final e perdeu de 39 a 0. 

A campanha na Superliga de 2015 começou da mesma forma que em 2014, perdeu para o Cuiabá Arsenal, Foz do Iguaçu Black Sharks e Coritiba Crocodiles. Na quarta partida, derrotou o São Paulo Storm e na quinta o Goiânia Rednecks. Na última rodada perdeu para o Itapema White Sharks, time que tinha derrotado no Catarinense, e se despediu da competição. 

União com o Itapema White Sharks 

Em fevereiro de 2016, as diretorias do Istepôs e White Sharks  decidiram unir as equipes para a temporada de 2016, formando o São José White Sharks Istepôs. O objetivo da união era formar um elenco forte e competitivo. 

A parceria teve um início promissor. O São José WSI venceu Miners e Camboriú Broqueiros, duas vezes cada, com facilidade. Nas semifinais, voltou a enfrentar o Miners e venceu por 45 a 0, chegando a sua sétima final de Catarinense, a quinta consecutiva. Na final, enfrentou o T-Rex e perdeu pelo segundo ano consecutivo, 17 a 6. 

Menos de um mês após a final do Catarinense, o White Sharks Istepôs enfrentou seu algoz no Catarinense pela primeira rodada da Superliga Nacional, primeiro campeonato nacional unificado. O roteiro parecia se repetir, faltando cerca de 5 minutos para o fim da partida, o T-Rex liderava por 13 a 0, mas nesse momento a defesa do Istepôs entrou em ação, interceptando Bassani por duas vezes e retornando para a end zone em ambas as jogadas. 

Pouco antes do two minute warning, o running back Clair José marcou mais um touchdown, virando a partida para 19 a 14. Com menos de 2 minutos no relógio, o quarterback do Istepôs, Igor Clemes, fez dois passes para o receiver Alexandre “Cabelo” Girolometto e aumentou a diferença para 21 a 19. 

O jogo parecia definido, mas Bassani conseguiu avançar o suficiente para o experiente kicker Boddenberg, que nesse jogo já tinha errado dois extra points, chutar o field goal. O chute foi certeiro, mas o head coach do Istepôs pediu um timeout e a velha tática do icing the kicker deu certo, Boddenberg errou a segunda tentativa. Com a derrota, o T-Rex perdeu a invencibilidade de 21 partidas e o Istepôs embalou na competição. 

Se o objetivo da união entre Istepôs e White Sharks era elevar o nível, isso aconteceu e foi visível na temporada regular da Superliga Nacional. Venceu o Brown Spiders, Foz do Iguaçu Black Sharks e Juventude FA, somando quatro vitórias consecutivas. Na sequência, perdeu para o Coritiba Crocodiles e Paraná HP, finalizando a primeira fase na quarta colocação da Conferência Sul. 

Voltou a enfrentar o T-Rex nas semifinais, que estava sem seus dois quarterbacks. Mesmo com o adversário bem desfalcado, o ataque do Istepôs não conseguiu superar a forte defesa do atual campeão brasileiro. O Rex marcou com o running back Well Garcia e ampliou com Keith Smith II, que retornou um punt para touchdown. Mesmo com a eliminação, Istepôs e White Sharks decidem manter a união, mas alteraram os termos. A equipe voltou a se chamar São José Istepôs e os jogadores e técnicos de ambas as equipes continuaram a atuar juntos, defendendo o município de São José. 

BFA  2017 e 2018

O Catarinense de 2017 começou com o sinal de emergência ligado, o Istepôs venceu o Itajaí Dockers, mas a atuaçãoo não foi boa. O desafio seguinte evidenciou os problemas. O Joinville Gladiators já não era o mesmo de anos atrás, não tinha a mesma qualidade, mas mesmo assim conseguiu vencer o Istepôs por 3 a 2. O time de São José liderava por 2 a 0 quando a partida chegou no two minute warning, foi quando o Joinville chegou na red zone e acertou um field goal de 30 jardas, virando a partida. 

O próximo adversário era o Jaraguá Breakers, que não disputava o estadual desde 2012, e a partida foi bastante pegada. O Istepôs venceu por 6 a 2 e se recuperou da última derrota. Nas semifinais enfrentou o e não deu muitas chances para o Black Hawks. Com touchdowns do wide receiver Nicolas Klaus e do running back Natanael “Miami” Santos, o Istepôs venceu por 15 a 0 e se classificou para a sua oitava final, a sexta consecutiva. Na final, o Rex, atual bicampeão brasileiro, dominou as ações e venceu com facilidade, 28 a 7. 

A primeira temporada na Brasil Futebol Americano (BFA), não foi das melhores. O Istepôs venceu duas partidas, Juventude e Brown Spiders, mas não conseguiu manter o nível contra Crocodiles, HP, Rex e Santa Maria Soldiers, sendo eliminado ainda na fase grupos. 

O Istepôs começou a temporada de 2018 vencendo o Tubarão Predadores e o Jaraguá Breakers no Campeonato Catarinense. Na terceira rodada, perdeu pela primeira vez para o Black Hawks de Gaspar. Na última rodada, enfrentou o T-Rex e surpreendeu a todos. 

No primeiro quarto, o defensive end Marcus Bunn bloqueou um punt e a bola saiu pela end zone do T-Rex, 2 a 0 para o Istepôs. O Rex virou no segundo quarto com um corrida de 3 jardas do quarterback Romário Reis, 6 a 2. No último quarto, o quarterback Henrique Mazzola passou para o wide receiver Alexandre “Cabelo” Girolometto, que virou a partida para o Istepôs. Na conversão do ponto extra, o holder Paulo Henrique Torquatto recebeu um snap ruim e correu para a conversão dos dois pontos, 10 a 6. O T-Rex marcou um safety após o bloqueio de punt e, faltando 50 segundos para o fim da partida, tentou virar com um field goal, mas o kicker Boddenberg errou. Com a vitória, o Istepôs garantiu a primeira colocação. 

Nos playoffs recebeu o Jaraguá Breakers e não tomou conhecimento do seu adversário. A defesa começou marcando um safety, seguido de uma big play do Girolometto Jr., que marcou mais um touchdown antes do fim do primeiro quarto. Com uma vantagem de 16 a 0 construída no começo da partida, o Istepôs começou a cadenciar a partida. No terceiro quarto, Matheus Vedana ampliou a vantagem para 23 a 0. Com a vitória, o time de São José chegou a sua nova final estadual, a sétima consecutiva. 

Na final, o Rex encontrou o Istepôs pelo quarto ano seguido e venceu pela quarta vez. O Rex começou melhor e marcou seu primeiro touchdown no drive inicial com o wide receiver Matheus Barozzi. O Istepôs tentava avançar, mas a defesa do Rex não permitia grandes avanços e forçou o ataque do time de São José a puntear durante toda a partida. Após o bom início, o ataque do Rex não conseguiu não visitar mais a end zone no primeiro tempo. No terceiro quarto, o Istepôs fez um bom drive inicial, mas parou na linha de 28 jardas do ataque após uma tentativa de quarta descida malsucedida. O ataque do Rex avançava com seu ótimo jogo corrido e com os passes precisos do quarterback Bassani, que anotou outros dois touchdowns com o wide receiver Barozzi. Com o título garantido, o Rex ainda anotou um field goal com o kicker Boddenberg. T-Rex tetracampeçao estadual. 

A temporada de 2018 da BFA foi marcada pelas derrotas e pela ineficiência do ataque do Istepôs. Já eliminado, enfrentou, em Schroeder, o Jaraguá Breakers, e começou na frente com o touchdown do Gustavo Laurentino. As duas passaram o segundo e terceiro quartos sem pontuar. O Breakers empatou no último quarto com o wide receiver Everton Gnewuch e virou a partida com o field goal do Castilho. Final 9 a 6 para o Breakers.