Grandes QBs do FABR: Ramon Martire, o Mamão

 

Hoje é dia de falar do quarterback Ramon Martire, o Mamão, na série “Grandes QBs do FABR”.

A história do Mamão no futebol americano começou nas praias em 2005 no antigo Mamutes, mas ainda não era quarterback. A mudança de posição aconteceu quando ele foi para o Red Lions em 2007. A transição para o full pad aconteceu em 2009 com a formação do Rio de Janeiro Imperadores. No Imperadores foi bicampeão nacional (2009 e 2011) e vice em 2013. Em 2014, viajou com o Corinthians Steamrollers para o Peru e foi campeão do Torneio Guerrero de Los Andes. De 2014 a 2018, Mamão fixou raízes no Botafogo Reptiles, jogou no Coritiba Crocodiles em 2019 e, recentemente, foi anunciado no Flamengo Imperadores.

Pelo Brasil Onças, foi convocado 6 vezes e passou para 7 touchdowns. Estava no elenco que participou do Mundial de 2015.

Segundo o Painel Estatístico do FABR, entre 2015 e 2019, Mamão fez 58 passes para touchdowns e correu para outros 2 em torneios nacionais. Seu alvo favorito é o polivalente Loan Felisardo, que recebeu 11 passes ou 19% do total.

Pra finalizar, fizemos quatro perguntas:

1. Um jogo inesquecível: todos do Mundial de 2015 e as 3 disputas de título sem dúvida foram inesquecíveis. Aquela bola no último segundo da final em 2013 contra o Jaraguá com narrador gritando “Jacoooobbb Payyneeee” não sai da cabeça nunca. Mas uma lembrança mais recente vem de 2018, Botafogo Reptiles x América Locomotiva, que teve duas viradas no último minuto, perdemos mas foi um jogo emocionante.

2. Um passe ou touchdown preferido: todos pela Seleção são bem importantes pra mim, principalmente no Panamá, que levou a gente para o Mundial, mas acho que o primeiro é bem especial. No primeiro Torneio Touchdown em 2009, meu primeiro passe full pads na vida, nunca tínhamos nem feito treino 11×11 completo e o primeiro passe da partida contra o Storm foi para um touchdown no Vinny, foi demais!

3. O adversário que mais gosta de enfrentar: sempre os mais difíceis, se algum atleta falar que gosta de jogar jogo fácil ele tá ali só pra aparecer, eu gosto dos jogos mais pegados quando o adversário e o esporte testam seus limites pessoais.

4. Qual a importância do FA na sua vida? Acho difícil até mensurar. Esse esporte me deu muito, mas também pediu muito em troca. Há 5 anos que eu vivo basicamente dele, então não existe mais aquele limite entre profissional e o futebol americano como a maioria dos amadores no BR, sem falar nas experiências incríveis e amizades que fiz durante esse tempo, sem dúvida algo que vou levar para a vida toda.