Black Hawks

Origens 

A cidade de Gaspar é próxima de cidades que estavam se tornando referência no futebol americano em Santa Catarina no início dos anos 2010, entre elas Blumenau, Brusque e Timbó. Muitos habitantes da cidade foram jogar em times de região, mas em determinado momento eles decidiram criar um time na cidade em que residem. Em 2011, um grupo de amigos que tinha disputado partidas pelo Brusque Admirals, decidiu fundar um time em Gaspar, que foi batizado de Gaspar Devils. 

O time entrou pela primeira vez em campo no dia 30 de setembro de 2012, quando disputou uma partida amistosa contra o Lobos do Mar de Camboriú. As duas equipes nunca tinham jogado e usaram a partida como uma preparação para a Copa Santa Catarina. A partida aconteceu em Gaspar e o time visitante venceu por 16 a 0. 

A estreia na Copa SC foi contra o Criciúma Slayers e o time de Gaspar não foi páreo para os mineiros do sul, que fizeram um primeiro tempo impecável e foram para o intervalo vencendo por 22 a 0. Na segunda metade da partida, o Criciúma administrou e venceu por 40 a 6. A segunda partida aconteceu em Gaspar e não foi muito diferente da primeira, o Itapema White Sharks venceu por 66 a 0. Na última partida, foi até Camboriú e perdeu para o Lobos do Mar por 19 a 0, encerrando a competição na última colocação. 

Após o fracasso inicial, a diretoria do time mudou e com ela a postura do time. A primeira iniciativa foi a mudança de nome através de uma enquete na internet. As opções eram Gaspar Destroyers, Gaspar Black Hawks e Gaspar Bolts. Após o término das votações, o “Time de futebol Americano de Gaspar” passou a se chamar Gaspar Black Hawks. O time começou com cerca de 15 jogadores e aos poucos esse número foi se multiplicando e voos mais altos começaram a ser planejados. 

O primeiro Catarinense 

O Gaspar confirmou sua participação no Catarinense de 2014 e fez dois amistosos para se preparar. O primeiro foi em dezembro de 2013 contra o Bárbaros do Vale, que terminou com a vitória do time de Blumenau por 14 a 0, e o segundo adversário foi o Corupá Buffalos. 

A primeira partida oficial do Black Hawks aconteceu no dia 15 de março de 2014, contra o Itapema White Sharks na rodada de abertura do Campeonato Catarinense de 2014. O time de Itapema dominou a partida e venceu por 25 a 0 sem grandes dificuldades. Na segundada partida, o Black Hawks foi uma presa fácil para o Joinville Gladiators, tricampeão estadual, que venceu por 35 a 3. 

O próximo adversário era o São José Istepôs, atual campeão e a grande potência do campeonato. O Istepôs abusou do jogo corrido e marcou três touchdowns com o running back JP Ramos, dois com Coelho e um de retorno com Torquato. No segundo quarto, a defesa Black Hawks pressionou, forçou um fumble e marcou seu primeiro touchdown no campeonato, com uma corrida de 75 do Amauri Junior. Final, 48 a 6 para o Istepôs. 

A primeira vitória em jogos oficiais veio na penúltima rodada contra o Lobos do Mar. O jogo foi extremamente equilibrado, mas o Gaspar venceu graças ao touchdown do Lucas no segundo quarto e ao safety do Valcir no terceiro quarto. No final da partida, o Lobos do Mar marcou um touchdown corrido com o quarterback Tiago, mas era tarde  e a vitória era do Black Hawks, 9 a 8. Na última rodada, viajou até Corupá e perdeu de 51 a 0 para o Buffalos. 

Com touchdowns do Lucas Oliveira, Egydio Pederiva Neto, Franklin Schmitt, Flavio Goedert, Julio Cezar Fernandes e Guilherme Bechtold, o Black Hawks estreou na Copa Sul vencendo com facilidade os gaúchos do Ijuí Drones. Na sequência, perdeu para o Criciúma Miners, 20 a 7, e White Sharks, 39 a 8, despedindo-se da competição ainda na primeira fase. 

A primeira aparição em playoffs 

O Black Hawks não participou do Campeonato Catarinense de 2015 e se concentrou na Copa Sul.  A estreia aconteceu no dia 25 de julho e o adversário foi o Criciúma Miners. A partida aconteceu debaixo de forte chuva e comprometeu bastante a qualidade da partida. O Gaspar marcou seu touchdown após bloquear um punt, retornado pelo Rafael Ademir. O extra point não foi convertido. Na volta do intervalo, o quarterback Smith correu e empatou a partida para o Miners, que também errou o extra point. A partida continuou com muitos fumbles, até que foi interrompida por causa das condições do campo. A partida terminou empatada devido ao regulamento aprovado pelas equipes. 

Na segunda partida, enfrentou o Broqueiros e venceu por 20 a 12. O primeiro touchdown do Black Hawks foi marcado pelo running back Franklin ainda no primeiro quarto. A vantagem foi aumentada pelo quarterback Vincent Pervis, que correu 1 jarda até a end zone. No segundo tempo, Pervis anotou seu segundo touchdown após uma corrida de 7 jardas, seguido de uma conversão de dois pontos. O Broqueiros iniciou uma reação nos minutos finais e marcou dois touchdowns com o wide receiver Ávila e com o linebacker Jhonata Simonetto, que forçou um fumble, recuperou e correu até a end zone. Com menos de 20 segundo para o fim da partida, o Broqueiros tentou um onside kick, mas falharam. 

Duas semanas depois, Black Hawks e Broqueiros voltaram a se enfrentar, dessa vez em Camboriú. Assim como a última partida, o Gaspar dominou o jogo, mas não deu espaço para uma reação. Com a vitória por 19 a 0, o Gaspar manteve a invencibilidade e garantiu a classificação para os playoffs pela primeira vez na sua história. Na última rodada, voltou a enfrentar o Miners e mais uma vez o jogo foi apertado. O Black Hawks saiu na frente com um touchdown corrido do running back Franklin, que conseguiu uma conversão de dois pontos na sequência. No lance seguinte, foi a vez do Miners marcar o touchdown com o americano Da’Ronte Smith, que retornou 75 jardas. 

No terceiro quarto, Pervis fez um belo passe de 21 jardas para o wide receiver Djonathan, que entrou na end zone, 15 a 6 após o extra point. No drive seguinte, Smith recebeu um passe de 60 jardas e voltou a marcar para o Miners, 15 a 13 após o extra point. O Miners teve a chance de virar, o kicker Mortadela errou um field goal de 40 jardas. 

Na semifinal, o Gaspar recebeu o Corupá Buffalos e começou perdendo. O ataque do Corupá fez um ótimo drive de abertura e marcou seu primeiro touchdown com o running back Heron Souza, sem extra point. O Black Hawks reagiu com um touchdown do Emerson Junior  e virou com o field goal do kicker Carraro, 10 a 7. Restando pouco tempo para acabar o segundo quarto, o Corupá atravessou o campo com duas big plays e anotou o touchdown com Heron, 13 a 10. 

O Black Hawks virou a partida logo no começo do terceiro período. Pervis fez um belo passe para Emerson Junior, que parou na linha de jardas de 7  jardas. Dois snaps depois, o running back Franklin entrou na end zone. 17 a 10 após o extra point. O final do terceiro quarto foi marcado por uma série de fumbles, começando com o Corupá, que estava na linha de 30 jardas do ataque. 

Duas jogadas depois, o Gaspar sofreu o fumble e o Corupá iniciou seu drive na linha de 2 jardas, mas não conseguiu avançar após quatro tentativas. O ataque do time da casa começou seu drive na linha de 2 jardas do seu campo e chutou um péssimo punt após três tentativas. Pela segunda vez, o Corupá começou a jogada na linha de 2 jardas, mas dessa vez Heron tratou de marcar o touchdown logo na primeira tentativa, 20 a 17 após o extra point. No final do jogo, Heron sacramentou a vitória do Buffalos com mais um touchdown, 26 a 17. 

O primeiro título 

O Black Hawks plantou uma semente em 2013, evoluiu a cada ano e 2016 foi o ano de colher os frutos. Pelo segundo ano, o time de Gaspar não disputou o Catarinense e se concentrou na Copa Sul. Na estreia, o Black Hawks não tomou conhecimento do Itaiópolis Xoklengs e venceu por 40 a 0. 

No reencontro das equipes semifinalistas da Copa Sul de 2015, o Black Hawks não deu chances ao Corupá. A partida começou com as defesas dominando as ações e a primeira pontuação aconteceu após o quarterback do Corupá ser  interceptado para o touchdown. Desse ponto em diante, o ataque o time de Gaspar engrenou e levou o time a segunda vitória no campeonato, 24 a 0. Na terceira partida, o Black Hawks superou o HP Tigers, time de desenvolvimento do Paraná HP, por 15 a 6. 

Com touchdowns do Maicon Tamasia, Emerson Jr., Diogo “Caveira” Fabiciak, Marlon “Billy” Tamasia e Franklin Schmitt, o Black Hawks venceu o Guardian Saints por 40 a 0 e terminou com a melhor campanha da primeira fase da Copa Sul. Na semifinal o adversário era um velho conhecido: o Corupá Buffalos. 

O Buffalos começou dominando a partida e pontuando logo no primeiro período com o wide receiver Nazgul. O primeiro tempo terminou com o visitante na frente e o drama de 2015 parecia se repetir. O Gaspar reagiu no terceiro quarto e marcou seu primeiro touchdown com o quarterback Leandro Carraro.  O kicker Carlos Lessa errou o extra point e outros dois field goals ao longo da partida, sendo substituído pelo Igor Henrique Ribeiro, que acertou um chute de 35 jardas e virou o placar para 9 a 7. O jogo continuou muito disputado, até que o cornerback Edgar Barbieri interceptou o quarterback do Corupá duas vezes e retornou ambas para o touchdown. Com a vitória, 22 a 7, o Black Hawks chegou a sua primeira final. 

A final da Copa Sul de 2016 aconteceu no estádio do Clube Atlético Tupi, Gaspar, e nem a forte chuva espantou a fiel torcida do Black Hawks, que compareceu em peso para empurrar o time da cidade. O primeiro drive do ataque do Black Hawks terminou em um belo punt, que posicionou o ataque do Miners bem próximo de sua end zone. Se não bastasse a péssima posição de campo, a bola estava escorregadia por causa da chuva e fez com que o quarterback do Miners não segurasse o snap. O outside linebacker Fernando Assumpção estava atento e recuperou a bola na end zone. 

A chuva atrapalhou bastantes os ataques e a partida foi marcada pelos turnovers, faltas e punts. A partida se aproximava do fim e o punter/kicker Carlos Lessa devolveu a bola para o Miners, que mais uma vez começou a campanha na linha de 3 jardas. O roteiro foi o mesmo do primeiro touchdown, a defesa do Black Hawks pressionou, um jogador do Miners sofreu o fumble e o Russo recuperou para o touchdown. Após o extra point, 13 a 0 para o Black Hawks, campeão da Copa Sul. 

Retorno ao estadual e a projeção nacional 

A conquista da Copa Sul de 2016 encerrou um capítulo e iniciou outro na história do Black Hawks. A conquista regional fez o time pensar em voos mais altos: a Liga Nacional, a divisão de acesso a elite do futebol americano nacional. Mas antes era necessário encarar o Campeonato Catarinense após duas temporadas longe. 

O primeiro jogo foi a reedição da final da Copa Sul. Sem a chuva para atrapalhar, o Black Hawks se impôs e venceu por 33 a 7 o Miners. O desafio da segunda rodada era contra o T-Rex, atual bicampeão brasileiro e estadual. O Black Hawks se comportou bem dentro de campo, mas não foi o suficiente para superar o forte T-Rex, que venceu por 38 a 8. 

Pela segunda vez no ano, o Miners foi o adversário do Gaspar, não sendo páreo mais uma vez, 28 a 6 para o Black Hawks. Com a vitória, o time de Gaspar se classificou pela primeira vez para os playoffs do Catarinense. O adversário foi o São José Istepôs, atual vice-campeão estadual. O ataque do Black Hawks teve muitas dificuldades contra o front seven do Istepôs, que soube aproveitar as oportunidades que teve e venceu por 19 a 0. 

A estreia na Liga Nacional aconteceu no dia 15 de julho contra o Bento Gonçalves Snakes, em Gaspar. O time da casa fez jus ao favoritismo e venceu por 34 a 7. Duas semanas depois, viajou para São Leopoldo/RS e venceu o São Leopoldo Mustangs por 82 a 0, a maior pontuação da sua história. 

Agora jogando em casa, o Black Hawks venceu o Porto Alegre Gorillas por 40 a 0. Na última rodada, enfrentou o Miners pela terceira vez no ano e venceu mais uma vez, 32 a 13, garantindo a vaga nos playoffs com a melhor campanha do Sul. 

Na semifinal, enfrentou o Maringá Pyros em Gaspar. O Black Hawks marcou seu primeiro touchdown com o running back Caveira. O Pyros encostou com o field goal convertido pelo kicker Minucelli, 7 a 3.  Logo em seguida, o Black Hawks forçou um fumble recuperado e retornado pelo Russo, deixando o placar em 14 a 03 após o extra point. 

No intervalo, o Maringá Pyros fez uma reclamação a arbitragem sobre a cal utilizada para a marcação do campo. Segundo relatos, o jogador Campagnoli se queimou ao entrar em contato com a pintura. Os árbitros discutiram a situação e declararam W.O. pela marcação de campo com cal irregular. Ficou constatado que o cal utilizado era de construção civil, que está fora do padrão citado no regulamento da Liga. Horas depois do término da partida, uma nota foi divulgada na página da Liga Nacional e a decisão da arbitragem foi alterada. Segundo a nota, 

Após o ocorrido, o presidente da equipe de Maringá entrou em contato e explicou que em momento algum, o time visitante queria a vitória desta forma e que se fosse possível, aceitaria jogar os dois últimos quartos faltantes em casa, sediando metade do jogo, partindo do placar que se encontrava a partida (Black Hawks 14 x 03 Maringá Pyros), decidindo assim em campo, quem chegará as finais de conferência. Esta chamada foi realizada entre o presidente das duas equipes, além do CEO da Liga Nacional. 

A situação parecia resolvida, mas o time de Maringá queria alterar os termos já negociados e aceitos por ambas as partes. A partida nunca aconteceu e ela foi encerrada com o placar que estava na interrupção do jogo anterior, 14 a 3 para o Black Hawks. 

O adversário na final da Conferência Sul era o Jaraguá Breakers, que começou a partida em um ritmo alucinante e marcou o touchdown com o running back Giovane Takanage. A resposta do Black Hawks foi rápida, o quarterback Leandro Carraro correu 8 jardas e marcou o touchdown, 7 a 7 após o extra point. 

Após um punt no início do segundo quarto, o special team do Breakers forçou um fumble e o outside linebacker Bruno Gabriel Graf recuperou dentro da end zone. O Black Hawks não demorou muito para dar o troco, Carraro passou para o wide receiver Lucas Oliveira, que entrou na end zone para virar a partida após o extra point, 14 a 13. Takanage deixou o Breakers na frente mais uma vez com um touchdown e a conversão de dois pontos. 

No último quarto, o defensive tackle Edgar Russo bloqueou um punt e o defensive line Rafael Hamann recuperou para o touchdown, colocando o Black Hawks na partida novamente, 21 a 20. O Breakers poderia ter aumentado a vantagem, mas o kicker Castilho errou o field goal de 35 jardas. O ataque do Black Hawks teve mais uma chance para virar a partida e desperdiçou. Faltando 17 segundo para o fim da partida, o kicker Lessa errou um field goal de 38 jardas, acabando com o sonho do time de Gaspar de chegar a elite. 

Após a eliminação da Liga Nacional, o Black Hawks viajou para Lima, Peru, e participou da terceira edição da Copa América, competição organizada pela Unión Internacional para el Desarrollo del Fútbol Americano en Latinoamerica (UIDFAL). O time de Gaspar venceu o Piratas do Peru por 75 a 0 e o Club Aguilas, atual campeão peruano, por  40 a 0. Na final, enfrentou o Aguilas pela segunda vez, venceu por 40 a 0 e se consagrou campeão da Copa América. 

A classificação para a BFA 

O Black Hawks chegou a edição de 2018 do Campeonato Catarinense como um dos favoritos. A primeira partida foi contra o T-Rex e o time de Gaspar começou surpreendendo com o touchdown de 66 jardas do wide receiver Diogo Fabiack. O Rex empatou na campanha seguinte com um QB sneak do Bassani, 7 a 7 após o extra point. As defesas dominaram o segundo e terceiro quartos, fazendo com que os ataques não pontuassem. No último quarto, o Rex aumentou a vantagem com o extra point de 29 jardas e um touchdown com o wide receiver Felipe Silva Rosa. O Black Hawks diminuiu a vantagem com outra big play do Fabiack. Final 16-14 para o T-Rex. 

Com dois touchdowns do Carlos Medeiros, sendo o primeiro de 73 jardas, e um do André Lang, o Black Hawks venceu o Istepôs por 20 a 7. Na rodada seguinte, venceu o Itajaí Dockers por 23 a 7. Na última partida da primeira fase, superou o Corupá Buffalos por 22 a 3, conquistando a vaga nos playoffs. 

Nos playoffs, enfrentou o Rex mais uma vez. Com uma campanha impecável, o Rex marcou o primeiro touchdown com uma corrida do running back Well Garcia, que voltou a marcar outro após uma ótima corrida de 60 jardas, finalizando o primeiro quarto com uma vantagem de 14 a 0. No segundo período, o ataque do Black Hawks continuou ineficiente e o Rex deu uma diminuída no ritmo, fazendo com que o placar ficasse inalterado. No terceiro quarto, o Black Hawks conseguiu avançar e teve a oportunidade de diminuir a diferença com um field goal, mas foi bloqueado e retornado para o touchdown pelo Gregory, 21 a 0. O Rex aumentou a diferença após o quarterback Bassani passar para o wide receiver Arthur Barcelos, 28 a 0. Após um fake punt bem-sucedido do Adriel, o Black Hawks entrou na red zone e o quarterback Carraro não desperdiçou a oportunidade, passou para o wide receiver Lang e diminuiu a diferença, 28 a 6. No final do jogo, Romário Reis entrou para Bassani descansar e marcou um touchdown corrido de 40 jardas, finalizando a partida em 35 a 6. 

O Black Hawks era o time a ser batido na Divisão Sul e não teve vida fácil no seu grupo. O time de Gaspar não jogou em casa ao longo da primeira fase, venceu o Corupá em São Bento do Sul/SC, 26 a 0,  o Brown Spiders em Curitiba (12 a 8) e o Maringá Pyros em Maringá (39 a 20). A partida contra o Miners seria em Gaspar, mas o time de Criciúma desistiu da competição e o Black Hawks venceu por W.O. 

Após terminar a fase de grupos com a melhor campanha, o Black Hawks enfrentou o Armada em casa. O Black Hawks não poupou o time gaúcho e venceu por 44 a 8, com um touchdown da defesa, dois dos special teams e quatro do ataque. 

Na final, enfrentou o Porto Alegre Gorillas, que também estava invicto na competição. Como era de se esperar, o jogo começou equilibrado e com as defesas dominando as ações. O Black Hawks ficou próximo abrir o placar, mas o kicker Carlos Lessa errou um field goal de aproximadamente 35 jardas. 

No terceiro quarto o Gaspar marcou um touchdown com o quarterback Leandro Carraro. Após o kickoff, o special team do Black Hawks recuperou a bola e Carraro levou o ataque a mais um touchdown, 14 a 0 após o extra point. O Gorillas foi para o tudo ou nada no último quarto, mas o quarterback Antonio Freire foi interceptado e deixou o ataque do Hawks bem próximo do touchdown, anotado jogadas depois pelo Lucas Oliveira. Sem poder de reação, o time gaúcho cedeu mais um touchdown nos minutos finais. Final de jogo, o Black Hawks venceu por 27 a 0 e conquistou a Divisão Sul da Liga Nacional e a vaga na elite do futebol americano brasileiro. Mas a temporada não tinha chegado ao fim. 

Na final da Conferência Brasileira, o Black Hawks enfrentou o Challengers, campeão da Divisão Sudeste. A chuva esteve presente em diversos momentos da história do Black Hawks e não foi diferente nessa final. O campo estava muito molhado e os times tiveram dificuldades para vencer a água. Os erros se multiplicaram e os ataques não conseguiam avançar. 

A primeira pontuação da partida foi um safety da defesa do Black Hawks. A resposta do Challengers veio rápido. O special team bloqueou um punt e deixou o ataque paulista bem próximo da end zone. O americano Ronelle Stephens só precisou correr 7 jardas para marcar o touchdown da vitória do Challengers, 7 a 2 após o extra point. 

O Gaspar Black Hawks foi reconhecido fora dos gramados, a equipe foi considerada a “Melhor Entidade Esportiva do Estado” e recebe das mãos do tenista Guga Kuerten o Troféu Gustavo Kuerten de Excelência ao Esporte.